Você acorda e sente vontade de fugir. Logo foge. Logo volta. Volta, porque sabe que não pode viver o tal ''conto de fadas'' que tanto falavam pra você. E também deve voltar pelo fato de ter esquecido as velhas coisas que ficaram no porão...
Você acorda e sente a mesma vontade de fugir. Logo não foge. Logo se arrepende por isso. Se arrepende porque queria ter feito o que te faz bem: fugir. É isso que acontece todos os dias, você vive fugindo de todos e de tudo. Muitas pessoas entende que é pessoal. É coisa que só você entende. O problema é que a maioria das pessoas entende que isso é orgulho e medo. O que na verdade não é e (quase) nunca foi. É pessoal, só isso.
Você novamente acorda e decidi fugir. Logo, novamente você foge. Logo, não volta. Não volta porque hoje finalmente é o dia de viver o tal ''conto de fadas'', mas sem príncipe e sem final (não muito) feliz. Decidi viver longe de todos e tudo que era supérfluo... Você já sabe que a parte boa da vida, é achar que se pode achar graça em tudo o que quiser, e isso você já sabe muito bem. Também sabe que pensar positivo pode até realizar os sonhos mais impossíveis. E o que mais gosta é a espécie de devaneio que vive. E como vive!
E um dia você acorda e percebe que morreu. Morreu em vida, que é a pior morte de todas, porém não se queixa disso, sabe que já viveu o que queria ter vivido. Se arrepende apenas das vezes que quis fugir e não fugiu. Daqui a uns dias, você sabe que vai morrer. Não se importa. Chegou a hora. O único problema é que ninguém vem te visitar, não telefona e não manda flores. Você vive longe de tudo e de todos, e infelizmente não pode esperar por nada. Porque um dia fugiu. E não voltou.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.