― Droga, você tem que entender que não dá mais pra continuar assim…
― Faz o que você quiser, garota!
― Cale-se! Estou falando.
― Vai se ferrar, me esquece de vez então e pode deixar que nunca mais procuro você. E farei isso, viu?
― Que seja!
O telefone se calou.
Os dias se passaram para as duas, aquela foi só mais uma discussão de muitas que fariam parte da história que elas mesmo escreveram para serem felizes. E ser feliz não é apenas viver de sorrisos e olhos brilhantes. Mas também de momentos como este e de olhos cheios d’água. Bom, isso não pode ser feliz pra você, mas na história das delas era assim…
O problema era o orgulho, tanto de uma, como o da outra. Só que felizmente uma sempre cedia isso pra se acertarem por fim…
― Oi.
― Oi.
― Me desculpa… não queria ter te tratado daquele jeito.
― Tudo bem, já consegui me acostumar com o seu ciúmes bobo e possessivo.
― Então isso é sinal de que estou perdoada?
― Sim bobinha (risos).
― Você sabe que não quero nunca sair da sua vida e você fica ma provocando…
― Provoco porque te amo.
― Se isso é amar, não quero que continue me amando assim.
― Então esta feito, paro de provocar e de te amar
― Tudo bem, desde que me dê a oportunidade de te reconquistar…
― Que bonitinha (risos).
― Ah não, quer saber? Não vou te reconquistar porra nenhuma!
― Ih meu Deus… TPM?
― Você só sabe tirar sarro e não se dá conta de nada.
― Dar conta de quê?
― De que todo dia me perde um pouco.
― Mais isso é fato, morremos um pouquinho todos os dias.
― Sua idiota, não nesse sentido.
― Em qual então?
― Você sempre sendo irônica e fazendo ‘’a bobinha’’.
― Ih (risos).
― Oh, quer saber?
― Hum…
― Vou desligar e agora você que me deve desculpas!
O telefone se calou mais uma vez.
E essa foi mais uma das muitas discussões que viriam, como já disse. Simplesmente porque essa é a história de duas garotas que discutiam para serem felizes.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.