segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Contradição.

Enquanto por dentro eu te olhava chorando, você me olhava com um lindo sorriso.
Enquanto o que eu mais queria era poder te abraçar e te beijar, você parecia me ignorar.

11 quilos de amor.

Eu já estava no terceiro cigarro e ela não havia chegado… A única coisa que eu gostaria de ver naquela bendita tarde era o pôr do sol e não desejava mais a presença dela. Não por hoje. Mas ela precisava trazer os velhos sentimentos e as velhas sensações deixadas na casa dela: 7 kg de saudade, 3 kg de dor, 11 kg de amor, 2 kg de ódio e me trazer também algumas coisas sem importância.

Quando acendi o quarto cigarro, do outro lado da rua ela me procurava. Saudade, dor, amor, ódio. Tudo veio a tona, porém com uma maior intensidade, com mais peso. O que pra mim era pior. Estava eu tentando esquecer os olhos negros, as bochechas rosadas de natureza, o cheiro bom de flor que vinha dela, o andar dela completamente distraído, e outras coisas mais. E agora me vem ela com tudo isso, justo agora. Nem sei se a culpa é dela, nem sei se é minha, vai ver é de nós duas…

- Demorei? - perguntou.

- Como sempre. Não mudou né? - olhei dentro dos lindos olhos negros dela.

- Mudei sim, viu?

- É? Então diz ai porque ate agora não vi nenhuma diferença? - sorri. Sorriso amarelo.

- Minhas mudanças não precisam ser vistas por você. - percebi uma certa euforia na fala dela.

- Concordo. Você não me deve satisfações sobre sua vida.

- E você, mudou? - perguntou-me.

- Não… continuo com os meus cigarros, com os mesmos conceitos, com a frieza e ao mesmo tempo a delicadeza de ser quem sou, e ainda não deixei de te amar… O que é um problema que eu preciso resolver.

Ela não disse nada, apenas me olhou e sorriu. Houve um breve silêncio. Logo depois, as duas ao mesmo tempo quebraram o silêncio:

- E você, ainda me ama? - perguntei.

- É sério que ainda me ama? - perguntou.

Sorri e respondi:

- É sim… é muito sério.

Sorriu e respondeu:

- Infelizmente ainda te amo também.

- Porque infelizmente?

- Não quero mais isso pra mim, pra nós, entende?

- Entendo, pois eu não quero mais isso pra mim também, nem pra nós. - quando disse isso, ela me abraçou e me apertou forte.

- O que foi?

- Desculpa. Eu precisava disso.

- Por que?

- Estou com outra pessoa, não sinto nada por ela como sinto por você, mesmo quando a abraço.

- E porque está com ela?
- Tentativa de te esquecer.

- Sei como é…

Ficamos em silêncio novamente. Logo, ela quebrara o silêncio:

- No fundo eu ainda preciso disso pra mim, pra nós. - disse ela, quase chorando.

- No fundo eu também preciso. Apontei para o céu e pedi que olhasse, então a roubei um beijo. Quando paramos, ela me abraçou mais forte ainda e eu disse:

- Desculpa. Eu precisava disso.
Trouxe saudade, dor, amor, ódio e agora a única coisa que permanecia ainda ali, era a certeza do meu amor por ela. De como eu a amava e do quanto eu a desejava para o resto de minha vida…

Um pedaço meu, um pedaço seu.

Você que veio de tão longe, que veio tão chateada e diz estar tão cansada. Cansada da vida, de todos a sua volta, que tem vontade de voltar e tudo mais. Mas agradece o fato de ter me conhecido, e isso me enche os olhos, me deixa feliz.

Você que veio pra entrar na minha vida, que veio pra entrar no meu coração e que veio pra encontrar carinho. E eu me encontro tão apaixonada, tão calada, tão encantada, tão perdida, que já nem sei mais por onde ando.

Você seria mais um anjo pra calmar momentaneamente minha vida? Se podes me responder querida, que me acalme então! Estou querendo calma e agora quero que essa seja ao seu lado, porque eu sei que não serei tão sozinha com você por perto, nem você ficará tão só comigo perto, e há de ficar contigo um pedaço meu e que um pedaço seu seja somente meu.

Corredor.

Estava eu num corredor de hospital perdido e esquecido da cidade... ouvia vozes, muitas vozes e isso não me deixava dormir, me incomodava e no fundo me provocava, me deixando com raiva e ao mesmo tempo aflita. E eu ficava me perguntando: qual será então minha morte?
Bom, seja lá qual for. Só espero que não seja tão sofrida como daqueles que lá - já mortos - se encontravam...

Porque eu menina?

Ainda dia, tarde bonita. Quando então ela começou me pedindo com os olhos desesperados que explicasse o que tinha que as outras não tinham. E eu com os olhos cheios de lágrimas, que ela nem percebeu que meu choro também acontecia interiormente, e esse choro já me inundava por dentro, era o que mais me doía.

Logo eu percebi nela aflição e quando decidi contar a ela tudo que eu estava pretendendo a contar a um tempo, lá vinha minha condução pra me levar embora, pra longe de seu coração. Mas não era adeus não! Era uma pequena despedida, uma pequena partida.

E eu sempre fui assim mesmo. Covarde, sempre com medo. E por ter esse imenso medo, foi que parti pra longe dali. Porque pra mim não importava o desafio ou o tamanho da queda, eu sempre estava ali pra enfrentar, porém se fosse pra falar a minha garota como é grande, como é lindo meu amor, esse que eu sinto por ela, eu sentia um inútil medo e o mesmo me amedrontava, não deixando então que eu contasse que o que tem que as outras não tem é de fato simples… É a questão do brilho nos olhos que tem e quando esses olhos ai vem olhar para os meus, porque eu menina? Porque a menina me escolheu? Porque eu já sofria, e ainda sofro por ser tão insana e não dar valor a quem me ama…

E se chego perto já sinto arrepio, que depois me estremece e me faz ficar quieta, que me faz ficar paralisada, me fazendo então imaginar centenas de situações junto de você, centenas de cenas querendo você, centenas de cenas desejando você, centenas de cenas com vontade de você. E de repente me resolve invadir centenas de imagens com tua beleza infinda me pedindo pra ficar mais um pouco, porque você fala que vai se soltar mais dessa vez e que vai tentar me fazer sorrir outra vez: e consegue! E eu sempre me rendo a você. E eu sempre me doou a você.

Já não sei se amo você ou se te mando pro inferno! Mas se eu te mandar pro inferno, me espere, eu vou junto. Porque eu sei, que se você for agora, vou ser ainda mais covarde em não admitir que eu preciso de você agora, bem aqui perto de mim.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pode não, pode sim!

A vida dela não passava de mais uma ilusão. A vida dela se passava numa imensa escuridão. A vida dela não tinha um segundo coração... Pode isso ou não? Pode não! A menina tem o direito de ser feliz(mente), de se encontrar interiormente e de amar outro corpo inocente.
Dizia ela: Vou-me embora daqui. Juntar um dinheiro e ser feliz.
Um dia ela juntou o dinheiro e foi-se embora ser feliz, como dizia.
Se foi? Foi (muito) feliz. Como foi? Foi bonito demais. Com quem foi? Foi com outra garota que, cuja vida também não passava de uma ilusão, cuja a vida se passava numa imensa escuridão, cuja vida não tinha um segundo coração... Pode isso ou não? Pode sim! A menina tem o direito de ser feliz(mente), de se encontrar interiormente e de amar outro corpo inocente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Isabela.

Fugir com ela. Este era o desejo de Isabela. Foi uma espécie de paixão a primeira vista. Logo então, o desejo só queria consumir a tal menina. E a cada dia, crescia mais e mais a vontade de fugir e ser feliz. Mas não sozinha, Isabela amava ela. Ela, que tinha um dos sorrisos mais lindos e um dos olhares mais bonitos…
Pensamento meio bobo, que por fim se calou às nove e seis, na manhã do dia três:
- Isabela, quero fugir com você! - foi assim, numa pequena frase feliz, que ela fugiu com Isabela e Isabela, não se calava diante dela:
- Eu te amo e obrigada por ter fugido comigo. - foram as palavras das muitas que viriam naquele lugar bonito, onde Isabela iria amar ate o infinito…