Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Arrogância, ganância e prepotência...
Hoje com convicção sei que não deve existir mais barreiras intransponíveis em minha vida e por isso não se deixe enganar pela simples aparência daquele à sua volta; pois o lobo também tem o pêlo macio. Aquilo que sempre será sombra não é significado para o medo; pois nem todas estas sombras significam trevas. As pessoas estão sendo vistas como troféus; os sentimentos deixaram de ter teus devidos valores, sendo substituídos por arrogância, ganância e prepotência... E se vivenciamos este mundo agora é por conta da intolerância e inflexibilidade de muita gente, novamente volto nos valores irreais. Eu estou tentando fazer minha parte; pois somos o que pensamos e agimos, agora eu não quero entupir minha cabeça com banalidades e futilidades. Seja você sempre, mesmo que te custe caro; não se deixe tornar um objeto nas mãos dos outros, pense consigo que tu não nasceu e nem viverá para que isso se torne realidade, de ser um objeto sem valor.
Maços de cigarro no lugar do vício de amar e se apaixonar. Será possível substituir um vício por outro?
O governo aumentou os impostos e pra variar os maços estão estampados com fotos chocantes, as leis são aquelas rigorosíssimas querendo abolir o cigarro. Nos bares, nas ruas são aqueles ex-fumantes que estão por toda parte fazendo seus sermões. De todos esses fatores, apenas o preço do cigarro me incomoda. Com relação às fotos chocantes, ainda não achei nenhuma que me chocasse muito. As demais, que mostram seres humanos sofrendo, não me sensibilizam muito. Quanto às leis, não questiono; meus hábitos não precisarão se modificar, pois costumo me isolar para fumar e não incomodo ninguém. Ah, sei lá sabe; dentre vários motivos que me levam a fumar, estão a necessidade de ter um coração imaginário e congelado, o desejo de uma autodestruição fora do normal e talvez a tentativa de colocar este vício no lugar de um outro. Sinto as vezes a necessidade de me isolar, não sempre, mas alguém no canto com a cara triste é algo que chama atenção, as vezes costuma significar um convite para a abordagem de gente que supostamente se preocupa em saber o que você tem ou o que você anda fazendo. Um cigarro na mão e pronto! Todos entendem que você se isolou para fumar e não cobram maiores explicações sobre seu estado de espírito, no máximo podem ensair uma censura sobre o tabagismo, mas não garanto que dê muito certo. Fumar também pode ser uma boa alternativa para quem, como eu, gostaria muito de abreviar sua vida, amargamente suja e inútil, mas não tem coragem de cometer suicídio. O que é mais chocante para todas as pessoas a sua volta, principalmente teus pais; encontrar um cadáver de seu filho com um tiro na cabeça ou vê-lo adoecer? Seguramente, ver seu cadáver em estado lamentável. Assim, me satisfaço prejudicando a minha saúde de forma lenta para poupar meus pais e todas as outras pessoas que dizem me amar de uma visão mais chocante.Nada mais semelhante ao vício do que o estado lamentável em que o cérebro de uma pessoa apaixonada se encontra. Infelizmente, a gente escolhe sofrer, mas nunca de ser feliz; claro que existe pessoas bem mais fortes do que eu, que se entregam a uma pessoa e tem a sorte de ser feliz com ela. E eu te pergunto: é possível substituir um vício por outro? Tem gente que acredita que não, que os vícios tendem a se acumular e não a sair de cena para dar lugar a outros. Mas o fato é que já estou me autodestruindo por tais pessoas que hoje são felizes (ou não); eu acredito que ainda largo esses vícios, o de fumar e o de me apaixonar... Enfim, assim como dizem os freqüentadores dos Alcoólicos Anônimos, é só por hoje.
sábado, 19 de setembro de 2009
Vícios.
Depois do banho, vesti minha roupa com cuidado e paciência. Sentei na minha cama com um espelho e um cigarro na mão; e observei a mesa do quarto, livros de romance, uma caixa de remédio pra garganta, canetas coloridas e um papel azul, um molho de chaves que meu pai esqueceu e um isqueiro branco. Analiso estes objetos, não lembro da existência de alguns, mas outros fazem tanto sentido para mim como ar que eu respiro com freqüência desnecessária. Sou viciada em remédio pra garganta. Viciada em livros de romance. Viciada em relembrar coisas que deviam estar esquecidas a tempos. Continuo sentada em minha cama. Olho as fotos que tiramos na estante, mas não têm fotos, nem estante e muito menos nós. Não ligo. Agora olhando pra dentro de mim, é um pouco difícil gostar do que eu vejo. Eu sei muito bem que este cigarro não vai me entorpecer o bastante. E é com desespero que eu desejo boa noite para os meus próprios olhos refletindo no espelho que esta na minha mão. Belas noites são difíceis de achar, até mesmo na memória. Eu desabo, estranhamente feliz com a proximidade de mais um novo dia e uma nova rotina.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Confusão.
Tudo me forçava a acordar, e era tudo o que eu não queria, dormir é a única droga entorpecente não-ilegal que eu conheço. O dia tinha tudo para ser uma merda, mas que dia não é tão morbidamente promissor? Não tenho sucesso em reprimir memórias, o que é triste quando se vai passar pelo menos dez horas do dia em casa. Eu precisava de um café, mas estava com preguiça de acordar cedinho e fazer. Esperei que meu pai fizesse, mas não quis esperar. Compre feito, uma das melhores frases do mundo pós-moderno e consumista; costumo não comprar café, mas se bate uma vontade louca de tomar... Por que não comprar? Abandono a minha cama e saio depois de vestir a camisa branca amassada de costume. Minha mente devia estar uma confusão agora, mas não está. E talvez eu não ligue muito para as confusões em minha mente. Por quase um minuto pensei que o círculo laranja, meio amarelo, meio rosa incandescente que despontava entre as nuvens fosse minha imaginação, mas era só o sol nascendo e tentando aquecer meu corpo. O sangue que se movia entre as minhas veias já tinha desistido. E eu já pensava ter virado uma estátua, quando coloquei meus pés pra fora de casa. Fui pegar o ônibus cheio, ordinário e repugnante, para estudar como sempre. Uma das únicas coisas úteis que minha mãe imagina que eu faço. Mas não faço. Me veio a mente agora que é desnecessário dizer que eu me apego rápido às pessoas, é desnecessário dizer que tudo o que elas dizem no final é ‘pode contar sempre que precisar’. E eu preciso, o que é desnecessário dizer. Sim, minha mente deve estar em confusão.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Diferente.
Eu deixei minha inocência numa esquina, faz um tempo e eu não fazia idéia que a partir daquele momento eu nunca mais voltaria tê-la. Um muro cinza caiu dentro de mim, criei fantasmas que hoje dividem espaço com meus amigos humanos. Eu já devo ter dito que faria de tudo pra ser uma garota normal e feliz. Pensando em se casar, usar vestidos rosa, ter uns namoradinhos, ser alguém sem cultura que transasse com o primeiro carinha bonito e gostoso que as amigas achassem. Mas eu não posso, não posso voltar. E mesmo querendo ser tão simples e normal, achando tudo a minha volta desprezível, eu sou um pouco pior e mais suja que isso. Talvez não. Consegui um pouco de felicidade, animação e algumas outras coisas, como um maço de cigarro; vou sair por um tempo. Existem dias que fumo o dobro do que fumaria em semanas. Dias que eu deixo de existir, que meus pais procuram e só me encontram na cama jogada, e com álcool circulando por todo meu corpo. Não são bons dias e eu espero melhorar, ou deixar de atrapalhar as pessoas que me amam. Quero sair de vez. Parar de me auto-destruir tão devagar. De ser tão diferente das expectativas, das pessoas, dos vícios e do meu amor nada seguro.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Lembranças.
Já parei tantas vezes pra pensar e na maioria das vezes não consigo enxergar nada além de você. Por vários motivos, várias explicações, pedidos de desculpas, acabamos deixando nosso sentimento de lado e seguimos apenas pela razão. Não sei se tudo isso foi certo; nem sei se isso terá consequências boas no futuro.
Sinceramente, não sei mais o que pensar sobre a gente, nem sei como agir diante a tantas lembranças, não sei como escutar músicas sem lembrar de você, não sei como dormir tranquilamente e não passar madrugadas inteiras pensando em ti, não sei se seria capaz de viver sem você. Essa é verdade.
E o tempo esta passando e eu ainda pensando se pra mim seria bom ou ruim afastar de tudo isso, de você, das lembranças, do teu olhar, das infinitas coisas que passamos. Talvez seja errado e muito cedo para pensar nessas possibilidades; estou preferindo guardar isso tudo pra mim, mesmo que me faça mal e continuar pensando que o nosso amor ainda não acabou ou de fato apenas nunca existiu pra você, nem lembranças e muito menos este mesmo amor que sempre sentia ao te ver, ao falar com você, ao sentir tua presença nos meus pensamentos. É isso, faça disso tudo o que quiser, mas não se esqueça que (infelizmente) ainda te amo.
Sinceramente, não sei mais o que pensar sobre a gente, nem sei como agir diante a tantas lembranças, não sei como escutar músicas sem lembrar de você, não sei como dormir tranquilamente e não passar madrugadas inteiras pensando em ti, não sei se seria capaz de viver sem você. Essa é verdade.
E o tempo esta passando e eu ainda pensando se pra mim seria bom ou ruim afastar de tudo isso, de você, das lembranças, do teu olhar, das infinitas coisas que passamos. Talvez seja errado e muito cedo para pensar nessas possibilidades; estou preferindo guardar isso tudo pra mim, mesmo que me faça mal e continuar pensando que o nosso amor ainda não acabou ou de fato apenas nunca existiu pra você, nem lembranças e muito menos este mesmo amor que sempre sentia ao te ver, ao falar com você, ao sentir tua presença nos meus pensamentos. É isso, faça disso tudo o que quiser, mas não se esqueça que (infelizmente) ainda te amo.
Assinar:
Postagens (Atom)