Não tem os olhos mais bonitos, nem a voz mais doce e não tem muita postura. O que pouco me importa. Pois ate gosto daqueles olhos, daquela voz e de quando perde (o que quase sempre acontece) a postura.
Eu não evito e nem deixo de alimentar a tal ideia de querer beijá-la, sentir a boca pequena encostar na minha. O que talvez, provavelmente vai demorar acontecer, ou o que talvez nunca, nunca aconteça.
Ela mal sabe, mas adoro sua companhia, adoro suas brincadeiras, adoro quando me olha, adoro seu jeito de dizer que sou dela (mesmo que não seja). E por conta disso e muitos outros motivos, deixo a tal ideia de te beijá-la. O que logo, se torna somente mais um devaneio pra mim.
Eu vou, vou permanecer bem aqui. Mesmo que não queira, mesmo que não ajude alimentar esse tal sentimento que só cresce dentro de mim. Que pra você, talvez vez ainda esteja pra vim.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Insônia.
Já deve ser três horas da manhã. Essa insônia, adora me pegar de surpresa, incrível… Olhei para estrelas, olhei pra lua, olhei pra rua, olhei pro nada. Pensei nas estrelas, pensei na lua, pensei na rua, pensei em nada.
Logo deitei e surtei: quanto pensamento veio de repente. Pensava em tudo: coração, sorvete, solidão, arco íris, árvores, golfinhos, e um monte de outra coisas. Muitas sem sentido. Outras, nem tanto.
― Você bem que podia parar de pensar um pouco e vir ate aqui conversar comigo, não acha?
― Como? - olhei pro lado e pro outro e não vi ninguém, logo veio novamente a voz da janela.
― Venha ate aqui.
― Quem é você? E porque esta ai, do lado de fora da minha janela?
― Estou aqui porque você ainda não me convidou pra entrar… - ela olhou pra mim com uns olhos obscuros, mas em seguida mudou-os.
Fiquei ainda mais pensativa depois disso, sem entender absolutamente nada.
― Me ajuda a pular… - sai da cama e fui ajudá-la.
Ela deitou sobre minha cama e ficou me olhando. Eu, ainda pensativa e parada perto da janela, logo sentei na cama, e…
― Ah, me desculpa. - ergueu a mão ― Sou Sara, muito prazer. - ergui a mão e cumprimentei-a.
― Bom, meu nome é Andréia.
― Que nome bonito. - ela me olhou e olhou pro outro lado da cama ― Deita perto de mim… - achei estranho o convite de deitar na minha própria cama. Não deitei.
― Desculpa, mas quem é você? Qual sua idade? De onde veio? Porque esta aqui? E o que quer de mim?
― Já disse, sou Sara. Tenho dezessete anos, vim de São Paulo e agora sou sua vizinha. Bom, o que quero de você ainda não sei. - ela sorriu e novamente pediu: ― Deita aqui, perto de mim. E me fale sobre você agora.
Deitei e não disse nada, fiquei olhando pro teto.
― Então…
― O que?
― Me diga.
― Dizer o que?
― Nossa, você é muito pensativa assim mesmo ou então é lerda. - ela riu.
― Quer saber o que sobre mim?
― Idade, curiosidades, interesses, gostos, preferências…
― Mas pra quê?
― Sou sua vizinha agora, você me deve explicações a seu respeito.
― Você é que me deve explicações, não acha Sara?
― Depois você pergunta o que quiser, Andréia. - me olhou e fez cara de quem estava esperando.
― Ok. Então, tenho dezessete anos também. Tenho curiosidade de voar, mesmo que seja de pará-quedas. Gostos? Bom, musicalmente falando? - sorri, pela primeira vez.
― É, também.
― Gosto muito de Indie, Folk e Hardcore…
― E as preferências…
― Prefiro rosas amarelas do que vermelhas. - ela riu e me olhou, logo perguntou:
― Acredita em amor a primeira vista?
― Não. - fui bem direta na resposta.
― Quer saber mais de mim agora? Pergunte.
― Então, porque veio justamente pra cá, a essa hora?
― Estava dando uma volta e passei aqui por perto, vi sua janela aberta e decidi olhar.
― Isso é invasão de privacidade, garota! - sorri.
― Sei que é. - ela sorriu junto.
― E porque a curiosidade de vim falar comigo?
― Senti alguma coisa de diferente quando olhei pra você.
― Como assim?
― Ué, nunca sentiu nada de diferente quando olhou pra outra pessoa que não conhecesse?
― Já, mas…
― Pois então, foi basicamente isso.
― Ah, mas…
― Chega. Vamos mudar de assunto.
― Tudo bem então.
Ficamos em silêncio por três minutos, então ela se levantou e disse que iria embora.
― Não! Fica mais um pouco.
― Porque eu deveria?
― Não sei, senti o mesmo que você quando entrou pela janela e agora essa mesma coisa esta pedindo pra você não ir embora, não agora…
― Sentiu a mesma coisa?
― É, mas não quero falar disso agora. Tudo bem pra você?
― Esta bem. - ela sorriu e deitou novamente e pediu: ― Me abraça?
― Como? - ela não respondeu e me abraçou, porque sacou que entendi muito bem a pergunta.
Ficamos abraçadas por um tempo e ela começou a dizer um monte de coisas sobre estrelas, mar, família, Deus e ate sobre peixes.
― Você é interessante. - disse, olhando fixamente nos olhos dela.
― Você não esta apaixonada por mim não, esta?
― Mesmo que eu estivesse não falaria.
― E porque não me dar essa dádiva?
― Porque, por um acaso é recíproco?
― Só disse por dizer.
―Ala, você também esta. - dei um sorriso tímido e abracei ela mais forte, por um motivo de coração que não entendo muito bem.
Novamente ficamos em silêncio, mas dessa vez por cinco minutos. Quando depois, ela quebrou o silêncio.
― Você disse que não acredita em amor a primeira vista, não é?
― Não acreditava ate me dar conta de que você foi o meu primeiro ”amor a primeira vista”…
― Ahhhhhhhh, que fofo da sua parte.
― Não é fofo, é somente uma verdade.
― Pois é, foi isso que acabou de acontecer hoje.
― Nossa, hoje é terça feira ainda e tenho somente dezessete anos pra viver isso, essa coisa de amor a primeira vista. - me larguei do abraço dela e fiquei pensando em sonho.
― Não escolhemos quando vamos passar por momentos como esse, não acha?
― Oi? - não escutei o que ela havia dito.
― Andréia, preciso ir.
― Não, não vai…
― Preciso ir mesmo, adorei ter conhecido você e não posso ficar mais. - ela me beijou no canto da boca e foi-se. Pulou a janela e partiu me deixando sem palavras.
No outro dia, sabendo se era ou não um sonho, acordei feliz. Minha mãe me chamou e disse:
― Andréia, vem ate aqui, temos visitas. - desci as escadas, numa tremenda curiosidade. Coisa que nunca fui de ter.
Tomei um baita susto, era Sara ao lado de uma mulher, que parecia ser sua mãe. E numa espécie de déjà vu tudo veio à tona.
― Essa é Sara, Andréia e sua mãe Marta. - Sara me olhou e sorriu.
― Prazer Andréia. - estendeu a mão e respondi com um toque.
― Pra-prazer Sara. - tive uma espécie de gagueira momentânea.
― O que foi Andréia? Parece que viu um fantasma. - Sara sorriu de novo, sorriu ainda mais agora.
Será que eu sonhei ou o que aconteceu realmente foi verdade?
― Já nos conhecemos?
― Acho que não. - e novamente sorriu. E porque tantos sorrisos nascendo no rosto dela? Não podia ser sonho…
Logo Sara foi embora, logo me perguntei de novo: Será que eu sonhei ou o que aconteceu realmente foi verdade?
Logo deitei e surtei: quanto pensamento veio de repente. Pensava em tudo: coração, sorvete, solidão, arco íris, árvores, golfinhos, e um monte de outra coisas. Muitas sem sentido. Outras, nem tanto.
― Você bem que podia parar de pensar um pouco e vir ate aqui conversar comigo, não acha?
― Como? - olhei pro lado e pro outro e não vi ninguém, logo veio novamente a voz da janela.
― Venha ate aqui.
― Quem é você? E porque esta ai, do lado de fora da minha janela?
― Estou aqui porque você ainda não me convidou pra entrar… - ela olhou pra mim com uns olhos obscuros, mas em seguida mudou-os.
Fiquei ainda mais pensativa depois disso, sem entender absolutamente nada.
― Me ajuda a pular… - sai da cama e fui ajudá-la.
Ela deitou sobre minha cama e ficou me olhando. Eu, ainda pensativa e parada perto da janela, logo sentei na cama, e…
― Ah, me desculpa. - ergueu a mão ― Sou Sara, muito prazer. - ergui a mão e cumprimentei-a.
― Bom, meu nome é Andréia.
― Que nome bonito. - ela me olhou e olhou pro outro lado da cama ― Deita perto de mim… - achei estranho o convite de deitar na minha própria cama. Não deitei.
― Desculpa, mas quem é você? Qual sua idade? De onde veio? Porque esta aqui? E o que quer de mim?
― Já disse, sou Sara. Tenho dezessete anos, vim de São Paulo e agora sou sua vizinha. Bom, o que quero de você ainda não sei. - ela sorriu e novamente pediu: ― Deita aqui, perto de mim. E me fale sobre você agora.
Deitei e não disse nada, fiquei olhando pro teto.
― Então…
― O que?
― Me diga.
― Dizer o que?
― Nossa, você é muito pensativa assim mesmo ou então é lerda. - ela riu.
― Quer saber o que sobre mim?
― Idade, curiosidades, interesses, gostos, preferências…
― Mas pra quê?
― Sou sua vizinha agora, você me deve explicações a seu respeito.
― Você é que me deve explicações, não acha Sara?
― Depois você pergunta o que quiser, Andréia. - me olhou e fez cara de quem estava esperando.
― Ok. Então, tenho dezessete anos também. Tenho curiosidade de voar, mesmo que seja de pará-quedas. Gostos? Bom, musicalmente falando? - sorri, pela primeira vez.
― É, também.
― Gosto muito de Indie, Folk e Hardcore…
― E as preferências…
― Prefiro rosas amarelas do que vermelhas. - ela riu e me olhou, logo perguntou:
― Acredita em amor a primeira vista?
― Não. - fui bem direta na resposta.
― Quer saber mais de mim agora? Pergunte.
― Então, porque veio justamente pra cá, a essa hora?
― Estava dando uma volta e passei aqui por perto, vi sua janela aberta e decidi olhar.
― Isso é invasão de privacidade, garota! - sorri.
― Sei que é. - ela sorriu junto.
― E porque a curiosidade de vim falar comigo?
― Senti alguma coisa de diferente quando olhei pra você.
― Como assim?
― Ué, nunca sentiu nada de diferente quando olhou pra outra pessoa que não conhecesse?
― Já, mas…
― Pois então, foi basicamente isso.
― Ah, mas…
― Chega. Vamos mudar de assunto.
― Tudo bem então.
Ficamos em silêncio por três minutos, então ela se levantou e disse que iria embora.
― Não! Fica mais um pouco.
― Porque eu deveria?
― Não sei, senti o mesmo que você quando entrou pela janela e agora essa mesma coisa esta pedindo pra você não ir embora, não agora…
― Sentiu a mesma coisa?
― É, mas não quero falar disso agora. Tudo bem pra você?
― Esta bem. - ela sorriu e deitou novamente e pediu: ― Me abraça?
― Como? - ela não respondeu e me abraçou, porque sacou que entendi muito bem a pergunta.
Ficamos abraçadas por um tempo e ela começou a dizer um monte de coisas sobre estrelas, mar, família, Deus e ate sobre peixes.
― Você é interessante. - disse, olhando fixamente nos olhos dela.
― Você não esta apaixonada por mim não, esta?
― Mesmo que eu estivesse não falaria.
― E porque não me dar essa dádiva?
― Porque, por um acaso é recíproco?
― Só disse por dizer.
―Ala, você também esta. - dei um sorriso tímido e abracei ela mais forte, por um motivo de coração que não entendo muito bem.
Novamente ficamos em silêncio, mas dessa vez por cinco minutos. Quando depois, ela quebrou o silêncio.
― Você disse que não acredita em amor a primeira vista, não é?
― Não acreditava ate me dar conta de que você foi o meu primeiro ”amor a primeira vista”…
― Ahhhhhhhh, que fofo da sua parte.
― Não é fofo, é somente uma verdade.
― Pois é, foi isso que acabou de acontecer hoje.
― Nossa, hoje é terça feira ainda e tenho somente dezessete anos pra viver isso, essa coisa de amor a primeira vista. - me larguei do abraço dela e fiquei pensando em sonho.
― Não escolhemos quando vamos passar por momentos como esse, não acha?
― Oi? - não escutei o que ela havia dito.
― Andréia, preciso ir.
― Não, não vai…
― Preciso ir mesmo, adorei ter conhecido você e não posso ficar mais. - ela me beijou no canto da boca e foi-se. Pulou a janela e partiu me deixando sem palavras.
No outro dia, sabendo se era ou não um sonho, acordei feliz. Minha mãe me chamou e disse:
― Andréia, vem ate aqui, temos visitas. - desci as escadas, numa tremenda curiosidade. Coisa que nunca fui de ter.
Tomei um baita susto, era Sara ao lado de uma mulher, que parecia ser sua mãe. E numa espécie de déjà vu tudo veio à tona.
― Essa é Sara, Andréia e sua mãe Marta. - Sara me olhou e sorriu.
― Prazer Andréia. - estendeu a mão e respondi com um toque.
― Pra-prazer Sara. - tive uma espécie de gagueira momentânea.
― O que foi Andréia? Parece que viu um fantasma. - Sara sorriu de novo, sorriu ainda mais agora.
Será que eu sonhei ou o que aconteceu realmente foi verdade?
― Já nos conhecemos?
― Acho que não. - e novamente sorriu. E porque tantos sorrisos nascendo no rosto dela? Não podia ser sonho…
Logo Sara foi embora, logo me perguntei de novo: Será que eu sonhei ou o que aconteceu realmente foi verdade?
Minha eterna querida.
O meu amor por você, as pessoas nunca entenderam, acho que nem você entendia. E nem eu, se quer mesmo saber... Sofria, quase morria. Justamente por aquele amor imaturo e nada seguro. Chegava a ter medo, o que não era normal. Nem pra mim, nem pra ninguém. E não precisa também. Sabia lidar com aquele medo. Aquele medo de te ver passar por mim e não fazer nada a respeito, de não querer te perder, de ter esperado por você (e você nunca ter chegado). Eram esses medos (e muitos outros) que atrapalharam a minha necessidade de você e a sua necessidade de mim. Tentei parar, e você bem que soube disso e não fez nada a respeito. Eu pedia ate desculpas, lembra? Você não entendia porque eu não conseguia parar. E mesmo hoje, não entenderia.
Se eu pudesse, teria feito você a pessoa mais feliz do mundo. Sem cobranças, porque eu não ligaria se fosse recíproco, se você também não me fizesse ''A MAIS FELIZ DO MUNDO''. Eu sim queria isso. Não cabia você a querer. E não queira, mesmo hoje. Nunca queira... Bem que tentamos, não é?
Pena, foi ter que te ver partir sem dizer uma palavra, a não ser: ADEUS. O que realmente doeu. E ainda dói no fundo. Como dói, viu? Espero que não doa em você, porque sabes que quero vê-la feliz. Muito feliz. Que se exista outro alguém na tua vida, que esse alguém lhe dê tudo que não pude dar. E que esse mesmo alguém não tenha medos, como eu tive aos montes... Ah, e se ainda pensa em mim, não devia. Não penso em você mais. Na verdade, penso sim. Não com frequencia, mas infelizmente ainda penso.
Olha, só decidi escrever isso, não pra recordar de tudo, só escrevi com o propósito de arquivar em poucas linhas o quanto foi difícil pra mim depois da tua partida. Porém, não é mais. O que é bom. Muito bom.
Oh, agora vou caminhar, depois eu volto. E já esqueço disso tudo e um pouco mais de você, minha querida. Breve e eterna querida...
P.s.: Também choro. Choro por você não mais existir pra mim.
Se eu pudesse, teria feito você a pessoa mais feliz do mundo. Sem cobranças, porque eu não ligaria se fosse recíproco, se você também não me fizesse ''A MAIS FELIZ DO MUNDO''. Eu sim queria isso. Não cabia você a querer. E não queira, mesmo hoje. Nunca queira... Bem que tentamos, não é?
Pena, foi ter que te ver partir sem dizer uma palavra, a não ser: ADEUS. O que realmente doeu. E ainda dói no fundo. Como dói, viu? Espero que não doa em você, porque sabes que quero vê-la feliz. Muito feliz. Que se exista outro alguém na tua vida, que esse alguém lhe dê tudo que não pude dar. E que esse mesmo alguém não tenha medos, como eu tive aos montes... Ah, e se ainda pensa em mim, não devia. Não penso em você mais. Na verdade, penso sim. Não com frequencia, mas infelizmente ainda penso.
Olha, só decidi escrever isso, não pra recordar de tudo, só escrevi com o propósito de arquivar em poucas linhas o quanto foi difícil pra mim depois da tua partida. Porém, não é mais. O que é bom. Muito bom.
Oh, agora vou caminhar, depois eu volto. E já esqueço disso tudo e um pouco mais de você, minha querida. Breve e eterna querida...
P.s.: Também choro. Choro por você não mais existir pra mim.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Devaneio(s).
Fecho meus olhos e numa espécie de devaneio me surge uma imensa vontade de voltar lá na minha infância. Meus 11 anos de idade, onde eu imaginava tudo e tudo era tão inocente pra mim… Logo no mesmo instante, num outro devaneio, desejo envelhecer. Envelhecer pelo menos 7 anos. Só por vontade de saborear a vida com um novo aspecto, maduro e talvez seguro.
Criança ou não, adulta ou não, sempre tenho vontade de voar e esse seria outro devaneio. Voar, quem não gostaria de voar? Seja num balão, ou num avião, ou num sonho, por milagre divino ou não. Quem não gostaria?
Esses devaneios me perseguem e não existe nada que me faça parar com isso. Tenho-os e não entendo ao certo porque, me disseram uma vez que sou muito ”sonhadora”, que deveria parar de imaginar essas coisas estranhas e viver a realidade…
Mas que graça teria morrer amanhã, sem ter voado (ao menos) uma única vez na vida?
Criança ou não, adulta ou não, sempre tenho vontade de voar e esse seria outro devaneio. Voar, quem não gostaria de voar? Seja num balão, ou num avião, ou num sonho, por milagre divino ou não. Quem não gostaria?
Esses devaneios me perseguem e não existe nada que me faça parar com isso. Tenho-os e não entendo ao certo porque, me disseram uma vez que sou muito ”sonhadora”, que deveria parar de imaginar essas coisas estranhas e viver a realidade…
Mas que graça teria morrer amanhã, sem ter voado (ao menos) uma única vez na vida?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
11º andar.
Já havia passado de 14 horas. Eu não sabia se ia ou se voltava pra casa, sem conferir a presença dela. Depois de muitas perguntas martelando minha cabeça, um cigarro leve e uma tremenda ansiedade corroendo-me: fui arriscar! Enchi-me de esperança dentro do peito, torcendo pra que esse fosse mais um encontro com total êxito.
Disse que o 11º andar (nas escadas) seria o destino do dia. E foi...
(Meu Deus, ela veio)
― Nossa, estou aqui a um tempo já. - disse ela me dando um forte abraço e me entregando em seguida um rosa vermelha ― Toma, é pra você.
― Ah, valeu... Caramba, você veio mesmo (risos).
― Eu disse que viria (risos).
(Meu coração já batia muito forte naquele momento e bateria muito mais depois que viesse o primeiro beijo, o segundo, o terceiro...)
― Só pensei que não viria, calma (risos).
Conversamos muito, na verdade, falei bem pouco. Ela falava sem parava, não dava chance de ficarmos em silêncio por mais de três minutos.
Decidi arriscar, pedi um beijo. Ela me deu. Nos beijamos na escada do prédio, onde a luz ''histérica'' apagava e acendia ''loucamente''.
Ela ainda me amava, disso eu tinha (não sei se ainda posso dizer que tenho) certeza. Dava pra ver dentro dos lindos negros e brilhantes (como diamantes) da menina, que tinha o orgulho do tamanho do mundo e o coração um pouco maior do que a minha solidão.
Não levo muito fé nessa coisa de destino, mas o (destino) dela ainda vai cruzar com o meu por mais uns bons anos...
Disse que o 11º andar (nas escadas) seria o destino do dia. E foi...
(Meu Deus, ela veio)
― Nossa, estou aqui a um tempo já. - disse ela me dando um forte abraço e me entregando em seguida um rosa vermelha ― Toma, é pra você.
― Ah, valeu... Caramba, você veio mesmo (risos).
― Eu disse que viria (risos).
(Meu coração já batia muito forte naquele momento e bateria muito mais depois que viesse o primeiro beijo, o segundo, o terceiro...)
― Só pensei que não viria, calma (risos).
Conversamos muito, na verdade, falei bem pouco. Ela falava sem parava, não dava chance de ficarmos em silêncio por mais de três minutos.
Decidi arriscar, pedi um beijo. Ela me deu. Nos beijamos na escada do prédio, onde a luz ''histérica'' apagava e acendia ''loucamente''.
Ela ainda me amava, disso eu tinha (não sei se ainda posso dizer que tenho) certeza. Dava pra ver dentro dos lindos negros e brilhantes (como diamantes) da menina, que tinha o orgulho do tamanho do mundo e o coração um pouco maior do que a minha solidão.
Não levo muito fé nessa coisa de destino, mas o (destino) dela ainda vai cruzar com o meu por mais uns bons anos...
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Você acorda e percebe que morreu.
Você acorda e sente vontade de fugir. Logo foge. Logo volta. Volta, porque sabe que não pode viver o tal ''conto de fadas'' que tanto falavam pra você. E também deve voltar pelo fato de ter esquecido as velhas coisas que ficaram no porão...
Você acorda e sente a mesma vontade de fugir. Logo não foge. Logo se arrepende por isso. Se arrepende porque queria ter feito o que te faz bem: fugir. É isso que acontece todos os dias, você vive fugindo de todos e de tudo. Muitas pessoas entende que é pessoal. É coisa que só você entende. O problema é que a maioria das pessoas entende que isso é orgulho e medo. O que na verdade não é e (quase) nunca foi. É pessoal, só isso.
Você novamente acorda e decidi fugir. Logo, novamente você foge. Logo, não volta. Não volta porque hoje finalmente é o dia de viver o tal ''conto de fadas'', mas sem príncipe e sem final (não muito) feliz. Decidi viver longe de todos e tudo que era supérfluo... Você já sabe que a parte boa da vida, é achar que se pode achar graça em tudo o que quiser, e isso você já sabe muito bem. Também sabe que pensar positivo pode até realizar os sonhos mais impossíveis. E o que mais gosta é a espécie de devaneio que vive. E como vive!
E um dia você acorda e percebe que morreu. Morreu em vida, que é a pior morte de todas, porém não se queixa disso, sabe que já viveu o que queria ter vivido. Se arrepende apenas das vezes que quis fugir e não fugiu. Daqui a uns dias, você sabe que vai morrer. Não se importa. Chegou a hora. O único problema é que ninguém vem te visitar, não telefona e não manda flores. Você vive longe de tudo e de todos, e infelizmente não pode esperar por nada. Porque um dia fugiu. E não voltou.
Você acorda e sente a mesma vontade de fugir. Logo não foge. Logo se arrepende por isso. Se arrepende porque queria ter feito o que te faz bem: fugir. É isso que acontece todos os dias, você vive fugindo de todos e de tudo. Muitas pessoas entende que é pessoal. É coisa que só você entende. O problema é que a maioria das pessoas entende que isso é orgulho e medo. O que na verdade não é e (quase) nunca foi. É pessoal, só isso.
Você novamente acorda e decidi fugir. Logo, novamente você foge. Logo, não volta. Não volta porque hoje finalmente é o dia de viver o tal ''conto de fadas'', mas sem príncipe e sem final (não muito) feliz. Decidi viver longe de todos e tudo que era supérfluo... Você já sabe que a parte boa da vida, é achar que se pode achar graça em tudo o que quiser, e isso você já sabe muito bem. Também sabe que pensar positivo pode até realizar os sonhos mais impossíveis. E o que mais gosta é a espécie de devaneio que vive. E como vive!
E um dia você acorda e percebe que morreu. Morreu em vida, que é a pior morte de todas, porém não se queixa disso, sabe que já viveu o que queria ter vivido. Se arrepende apenas das vezes que quis fugir e não fugiu. Daqui a uns dias, você sabe que vai morrer. Não se importa. Chegou a hora. O único problema é que ninguém vem te visitar, não telefona e não manda flores. Você vive longe de tudo e de todos, e infelizmente não pode esperar por nada. Porque um dia fugiu. E não voltou.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Do amor que nunca existiu.
Penso, sinto e mais tarde sempre era você. Era você hoje, era amanhã e sempre era na medida certa (ou as vezes não). Costumava ser sem fim e as vezes no meio (que não era bom).
Se estava em silêncio, sua voz me atormentava em mente. Se estava dormindo, sua imagem surgia em sonhos. Se estava sorrindo, você me aparecia chorando (pedindo socorro etc.) dentro de mim. Ainda bem que isso não é mais aquela rotina chata, que eu tinha de seguir pra te ter. Ate suspiro aliviada por isso.
Eu queria era ter vestido o teu abraço e dormido eternamente. Na verdade não queria ter dormido eternamente, se é que me entende. Queria era ter saído com ele por aí, explorando o mundo numa breve proteção que aquele teu abraço me proporcionava… Uma pena ter acabo ali, naquela rua fria e suja.
Olha, sei que dentro de você ainda moram meus sorrisos, alguns sei que você não quer se lembrar, mas outros você é obrigada a repensar. E logo guardar… Sei que você gostava das suas mãos sobre as minhas e tudo mais; do teu corpo recostado ao meu.
Eu não queria viver sem suas mãos, sem o seu corpo longe do meu e essas coisas do nosso antigo relacionamento (complicado), mas vai ser assim, tem de ser assim! Essa coisa de amor nasceu comigo, mas o seu amor não, ele não nasceu comigo. Ate porque nós sabemos que aquilo que cogitávamos ser ”nosso amor” nunca existiu de verdade...
Ps: Entre bebidas e longas despedidas você se foi pra nunca mais voltar. Puta que pariu, você bem que podia voltar pra me fazer sentir amor.
Se estava em silêncio, sua voz me atormentava em mente. Se estava dormindo, sua imagem surgia em sonhos. Se estava sorrindo, você me aparecia chorando (pedindo socorro etc.) dentro de mim. Ainda bem que isso não é mais aquela rotina chata, que eu tinha de seguir pra te ter. Ate suspiro aliviada por isso.
Eu queria era ter vestido o teu abraço e dormido eternamente. Na verdade não queria ter dormido eternamente, se é que me entende. Queria era ter saído com ele por aí, explorando o mundo numa breve proteção que aquele teu abraço me proporcionava… Uma pena ter acabo ali, naquela rua fria e suja.
Olha, sei que dentro de você ainda moram meus sorrisos, alguns sei que você não quer se lembrar, mas outros você é obrigada a repensar. E logo guardar… Sei que você gostava das suas mãos sobre as minhas e tudo mais; do teu corpo recostado ao meu.
Eu não queria viver sem suas mãos, sem o seu corpo longe do meu e essas coisas do nosso antigo relacionamento (complicado), mas vai ser assim, tem de ser assim! Essa coisa de amor nasceu comigo, mas o seu amor não, ele não nasceu comigo. Ate porque nós sabemos que aquilo que cogitávamos ser ”nosso amor” nunca existiu de verdade...
Ps: Entre bebidas e longas despedidas você se foi pra nunca mais voltar. Puta que pariu, você bem que podia voltar pra me fazer sentir amor.
Compra-se céu.
Compra-se céu. Aqui! Aqui! Aqui!
É tão azul, cinza, laranja, rosa, branco, negro, vermelho, amarelo. É tão céu, bonito, mágico, vibrante, encantador, brilhante, espetacular. Coisa que não se pode ter pra você. E eu, bem que queria poder achar alguma loja, ou mercado, ou padaria, ou alguma coisa qualquer que vendesse céu… Sabe, ainda não achei, mas quem sabe um dia não ache.
Pessoas vendem corpos, pessoas vendem animais, pessoas vendem flores, pessoas vendem amor por embalagens, pessoas vendem a própria dignidade, pessoas vendem alegria, e até mesmo pessoas. E porque (ainda) não vendem céu? Que é tão mais bonito e legal...
É tão azul, cinza, laranja, rosa, branco, negro, vermelho, amarelo. É tão céu, bonito, mágico, vibrante, encantador, brilhante, espetacular. Coisa que não se pode ter pra você. E eu, bem que queria poder achar alguma loja, ou mercado, ou padaria, ou alguma coisa qualquer que vendesse céu… Sabe, ainda não achei, mas quem sabe um dia não ache.
Pessoas vendem corpos, pessoas vendem animais, pessoas vendem flores, pessoas vendem amor por embalagens, pessoas vendem a própria dignidade, pessoas vendem alegria, e até mesmo pessoas. E porque (ainda) não vendem céu? Que é tão mais bonito e legal...
História de duas garotas que discutiam para serem felizes.
― Droga, você tem que entender que não dá mais pra continuar assim…
― Faz o que você quiser, garota!
― Cale-se! Estou falando.
― Vai se ferrar, me esquece de vez então e pode deixar que nunca mais procuro você. E farei isso, viu?
― Que seja!
O telefone se calou.
Os dias se passaram para as duas, aquela foi só mais uma discussão de muitas que fariam parte da história que elas mesmo escreveram para serem felizes. E ser feliz não é apenas viver de sorrisos e olhos brilhantes. Mas também de momentos como este e de olhos cheios d’água. Bom, isso não pode ser feliz pra você, mas na história das delas era assim…
O problema era o orgulho, tanto de uma, como o da outra. Só que felizmente uma sempre cedia isso pra se acertarem por fim…
― Oi.
― Oi.
― Me desculpa… não queria ter te tratado daquele jeito.
― Tudo bem, já consegui me acostumar com o seu ciúmes bobo e possessivo.
― Então isso é sinal de que estou perdoada?
― Sim bobinha (risos).
― Você sabe que não quero nunca sair da sua vida e você fica ma provocando…
― Provoco porque te amo.
― Se isso é amar, não quero que continue me amando assim.
― Então esta feito, paro de provocar e de te amar
― Tudo bem, desde que me dê a oportunidade de te reconquistar…
― Que bonitinha (risos).
― Ah não, quer saber? Não vou te reconquistar porra nenhuma!
― Ih meu Deus… TPM?
― Você só sabe tirar sarro e não se dá conta de nada.
― Dar conta de quê?
― De que todo dia me perde um pouco.
― Mais isso é fato, morremos um pouquinho todos os dias.
― Sua idiota, não nesse sentido.
― Em qual então?
― Você sempre sendo irônica e fazendo ‘’a bobinha’’.
― Ih (risos).
― Oh, quer saber?
― Hum…
― Vou desligar e agora você que me deve desculpas!
O telefone se calou mais uma vez.
E essa foi mais uma das muitas discussões que viriam, como já disse. Simplesmente porque essa é a história de duas garotas que discutiam para serem felizes.
― Faz o que você quiser, garota!
― Cale-se! Estou falando.
― Vai se ferrar, me esquece de vez então e pode deixar que nunca mais procuro você. E farei isso, viu?
― Que seja!
O telefone se calou.
Os dias se passaram para as duas, aquela foi só mais uma discussão de muitas que fariam parte da história que elas mesmo escreveram para serem felizes. E ser feliz não é apenas viver de sorrisos e olhos brilhantes. Mas também de momentos como este e de olhos cheios d’água. Bom, isso não pode ser feliz pra você, mas na história das delas era assim…
O problema era o orgulho, tanto de uma, como o da outra. Só que felizmente uma sempre cedia isso pra se acertarem por fim…
― Oi.
― Oi.
― Me desculpa… não queria ter te tratado daquele jeito.
― Tudo bem, já consegui me acostumar com o seu ciúmes bobo e possessivo.
― Então isso é sinal de que estou perdoada?
― Sim bobinha (risos).
― Você sabe que não quero nunca sair da sua vida e você fica ma provocando…
― Provoco porque te amo.
― Se isso é amar, não quero que continue me amando assim.
― Então esta feito, paro de provocar e de te amar
― Tudo bem, desde que me dê a oportunidade de te reconquistar…
― Que bonitinha (risos).
― Ah não, quer saber? Não vou te reconquistar porra nenhuma!
― Ih meu Deus… TPM?
― Você só sabe tirar sarro e não se dá conta de nada.
― Dar conta de quê?
― De que todo dia me perde um pouco.
― Mais isso é fato, morremos um pouquinho todos os dias.
― Sua idiota, não nesse sentido.
― Em qual então?
― Você sempre sendo irônica e fazendo ‘’a bobinha’’.
― Ih (risos).
― Oh, quer saber?
― Hum…
― Vou desligar e agora você que me deve desculpas!
O telefone se calou mais uma vez.
E essa foi mais uma das muitas discussões que viriam, como já disse. Simplesmente porque essa é a história de duas garotas que discutiam para serem felizes.
Se choro.
Quase não choro. E se choro, ninguém precisa saber e ver. Ate porque não consigo chorar na frente de ninguém. Acho muito manipulador e constrangedor pra mim, prefiro chorar sozinha. Ou na companhia de flores, de móveis, do vento, da música, do chão, da minha cama principalmente. Ou as vezes na companhia de nada mesmo, só da minha pessoa. É que não sou boa quando o negócio é forçar o próprio choro. E olha que já tentei algumas vezes e uma delas foi pra não ver um relacionamento acabar, deu errado. Não consegui chorar e o relacionamento se desfez. Uma pena, mas hoje não lamento pelo fato. Seria muito falso chorar forçado só pra não acabar. Chorei depois, sozinha. O que não adiantou…
Tenho um ponto fraco só, quando o quesito é choro. Filmes. Alguns me fazem chorar tão facilmente que fico impressionada. Mas ninguém vê também, normalmente sei disfarçar isso muito bem.
As vezes, isso é um problema, tem gente que diz que não tenho sentimentos por não chorar em público, essas coisas do tipo. Bobagem, viu? Tenho sentimentos sim, como qualquer outro ser humano. Só acho que chorar à toa ou por motivos idiotas (como: ver um ídolo de longe, se despedir da turma do colégio no ensino fundamental, ver alguém chorando e chorar também, e entre outros muito mais idiotas) é desnecessário. Só isso, sabe?
Ah, quase ninguém entenderia isso e você com certeza não deve estar entendendo. Na verdade, nem preciso que ninguém entenda também. Isso é muito pessoal pra mim e não preciso provar para as pessoas se choro ou deixo de chorar por motivos alheios.
Tenho um ponto fraco só, quando o quesito é choro. Filmes. Alguns me fazem chorar tão facilmente que fico impressionada. Mas ninguém vê também, normalmente sei disfarçar isso muito bem.
As vezes, isso é um problema, tem gente que diz que não tenho sentimentos por não chorar em público, essas coisas do tipo. Bobagem, viu? Tenho sentimentos sim, como qualquer outro ser humano. Só acho que chorar à toa ou por motivos idiotas (como: ver um ídolo de longe, se despedir da turma do colégio no ensino fundamental, ver alguém chorando e chorar também, e entre outros muito mais idiotas) é desnecessário. Só isso, sabe?
Ah, quase ninguém entenderia isso e você com certeza não deve estar entendendo. Na verdade, nem preciso que ninguém entenda também. Isso é muito pessoal pra mim e não preciso provar para as pessoas se choro ou deixo de chorar por motivos alheios.
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