sábado, 1 de janeiro de 2011

Do amor que nunca existiu.

Penso, sinto e mais tarde sempre era você. Era você hoje, era amanhã e sempre era na medida certa (ou as vezes não). Costumava ser sem fim e as vezes no meio (que não era bom).
Se estava em silêncio, sua voz me atormentava em mente. Se estava dormindo, sua imagem surgia em sonhos. Se estava sorrindo, você me aparecia chorando (pedindo socorro etc.) dentro de mim. Ainda bem que isso não é mais aquela rotina chata, que eu tinha de seguir pra te ter. Ate suspiro aliviada por isso.
Eu queria era ter vestido o teu abraço e dormido eternamente. Na verdade não queria ter dormido eternamente, se é que me entende. Queria era ter saído com ele por aí, explorando o mundo numa breve proteção que aquele teu abraço me proporcionava… Uma pena ter acabo ali, naquela rua fria e suja.
Olha, sei que dentro de você ainda moram meus sorrisos, alguns sei que você não quer se lembrar, mas outros você é obrigada a repensar. E logo guardar… Sei que você gostava das suas mãos sobre as minhas e tudo mais; do teu corpo recostado ao meu.
Eu não queria viver sem suas mãos, sem o seu corpo longe do meu e essas coisas do nosso antigo relacionamento (complicado), mas vai ser assim, tem de ser assim! Essa coisa de amor nasceu comigo, mas o seu amor não, ele não nasceu comigo. Ate porque nós sabemos que aquilo que cogitávamos ser ”nosso amor” nunca existiu de verdade...

Ps: Entre bebidas e longas despedidas você se foi pra nunca mais voltar. Puta que pariu, você bem que podia voltar pra me fazer sentir amor.