domingo, 31 de outubro de 2010

Déjà vu do mal.

Quando se apaixonou pela primeira vez de verdade, teve medo de morrer. Morrer no momento que ela achava ser o mais feliz de sua vida. Não queria atravessar a rua, numa espécie de Déjà vu do mal. Mas estava tudo bem. Tão bem que aquilo era uma forma de crise, a primeira e a única crise da sua vida, porque ficou tudo bem depois... Atravessou a rua e o ônibus matou os sonhos, os planos, o corpo frágil. E claro, matou o amor que havia dentro dela.

Falo de amor.

Eu falo de amor, das promessas mais verdadeiras possíveis. Falo de amor, de amor caramba! Daquilo que você precisa pra sobreviver, daquilo que te ensina a ser feliz e melhor como ser humano. Mas você não entende mesmo, não entende. Que eu falo de amor... das promessas mais verdadeiras. Daquilo que você precisa, daquilo que te ensina. Falo de amor caramba!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tarde de inverno.

A tarde estava muito fria. Porém, entre o céu e as nuvens havia um lindo sol. Mas o sol não me aquecia o suficiente...
- Por favor, um café com creme pra viagem.
- Grande?
- Sim.
- Aqui esta.
- Obrigada.

Bem distane, ela vinha caminhando em passos lentos. É tão mágico o sorriso, que eu enxergava de longe o brilho do mesmo.
- Oi.
- Olá.
- O quê você está fazendo aqui, sozinha?
- Tomando café e pensando.
- Pensando em quê?
- Em borboletas.
- Legal. Me conte sobre borboletas...
- Sei que uma borboleta é um animal pequeno e delicado.
- Como você (risos).
- Eu não peso 3 gramas. E olha que esse é o peso máximo de uma borboleta (risos).
- Isso é só um detalhe delas. Mais você é pequena e delicada (risos). Mas continue falando sobre borboletas.
- Alguns tipos de borboletas podem chegar a medir até 32 centímetros de asa a asa.
- Interessante. Só que nunca vi uma assim (risos).
- Nem eu (risos). Quando eu crescer, quero ser caçadora de borboletas...
- Eu também...
- Quer tomar café? O meu acabou já faz um tempo...
- Sim, quero.

Naquela tarde de inverno, tomaram café e falaram mais sobre borboletas. Depois conversaram sobre amor, arco íris, céu laranja, sol e ate sobre janelas...

Pôr do sol.

Vou pegar meu café, está na hora de assistir a beleza da natureza... Ah, esse pôr do sol nunca mais me espantou. Na verdade, ele ate me espanta ainda. É que, tamanha beleza as vezes não cabe nos meus pequeninos olhos.

Ei, você.

Comecei, logo parei. Parei porque não gosto muito de finais.
Sonhei, logo acordei. Acordei porque não consigo desfazer-me daquele relógio histérico.
Esperei, logo amei. Você sabe, eu adoro a sua presença.
Abraçei, logo beijei. Você sabe, eu adoro seus abraços, mais que isso: seus beijos.

domingo, 17 de outubro de 2010

Carta anônima.

''Meu pensamento só cabe você, imagino as lembranças que eu tenho de nós... Imagina se elas voltassem? Ah, como seria bom meu amor!
Saudade de te ver, vontade de novamente lhe ter. Quando é que você vai deixar esse orgulho bobo de lado? Hein? Quando é que você dirá ''eu te amo'' de novo?
Tudo perdeu o sentido depois que você me deixou, confesso. Confesso, porque você já deve saber disso...
Me desculpa e muito obrigada por tudo.
Ps.: ainda te amo.''


Mandei uma carta em anônimo e junto com uma rosa amarela. Será que descobrirá quem mandou?

Ausência.

Ela mantém a cabeça e a vida ocupada, é desse jeito que ela evita a doença do amor. Só não quer pensar no que já tomou conta de todo corpo. Sendo assim, se divide em duas. Duas ou mais ate. Nunca está inteira. Nunca está. É como se andasse sozinha, como se estivesse vivendo apenas na solidão. E pra piorar existe uma dor que precisa suportar: sua própria ausência.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Café.

O café esfriou... ela prometeu vir. Uma pena não ter vindo. Eu tinha as promessas de amor mais verdadeiras pra oferecer. Eu tinha planos, ate mesmo sonhos a compartilhar... eu ia dizer tudo hoje. Justo hoje, que tomei a tão esperada coragem...

O telefone tocou.
- Oi?
- Desculpa, não pude aparecer no café...
- Tudo bem. Aconteceu alguma coisa?
- Tive uns problemas aqui em casa... amanhã dá pra você me buscar no colégio? Daí explico com calma o que houve.
- Não, não vai dar.
- Ah, que pena. Quando vamos nos ver?
- Não sei... preciso desligar.
- Ok, me liga quando quiser me ver.
- Tá.
- Beijos.

Não quis vê-la. Então, nunca mais a procurei... mas ela me procurou.

- Surpresa! (risos)
- O que você esta fazendo aqui?
- Vim dizer que te amo. Quer tomar café?
- Ah, pode ser.

(pausa pro café)

- Perdão por não ter ido... minha ávo faleceu naquele dia, então não pude ir ao encontro.
- Nossa, sério? É claro que esta perdoada... sinto muito pela sua ávo e por você.
- Ah não, tudo bem... já passou.

(silêncio)

- Você disse que tinha algo muito importante pra falar aquele dia... o que era?
- Nada, era besteira...
- Ah não, me conta... quero saber!
- Sério, deixa pra lá. Outro dia, com mais calma eu falo tudo.
- Ah, chata. Então tá...

A coragem sumiu. A vergonha tomou conta de mim. Os olhos dela me fizeram desistir de falar tudo que eu mais queria. Será que se ela tivesse ido ao encontro naquele dia aconteceria o mesmo?

Carta.

Na carta dizia: ''Você me ama de verdade? E se eu me jogar do prédio mais alto da cidade? Você iria sentir minha falta? Você olharia pro céu todos os dias de sua vida pra me dar ''boa noite''? Me visitaria no cemitério uma vez no mês pra levar rosas amarelas? Você continuaria me amando? Continuaria? Mesmo se eu te deixasse?''

Mas já era tarde demais.

O amor vem depois.

- Me compra o céu?
- Agora só tenho dinheiro pra um sorvete... pode ser?
- Pode.
- Ali tem uma sorveteria...

- pausa pra tomar sorvete -

- Quer me namorar comigo?
- Mas você não me ama.
- O amor vem depois. Quer ou não me namorar?
- É. Poder ser, eu quero...

- silêncio -

- Quando completar um ano de namoro, quero o céu de presente, tá?
- Se não for muito caro acho que lhe dou sim. Caso contrário vou te dar flores.
- Mas só se for um pé de ipê amarelo.
- Ok, como quiser... Já disse que você é amável? (risos)
- Eu te amo (risos).
- Ama? Desde quando? (risos)
- Desde agora, ué... ou desde sempre, sei lá...
- Realmente você é amável (risos). Não te troco por nada no mundo.
- Só troco você pelo céu (risos).

domingo, 3 de outubro de 2010

Conversa alheia.

- Me diz uma coisa, o que você sente quando nos beijamos?
- Uma mistura de várias coisas.
- Tristeza também?
- Não. Mistura de coisas boas.
- Gosta de sorvete?
- Sim. Sinto sorvetes também (risos).
- Você me ama?
- Mais que a mim.
- Isso é mil vezes melhor do que sorvete. E sorvete de menta!
- Isso é bom. E você? Me ama?
- Sim.
- Mais que sorvete?
- Muito mais. E eu já nem sei o que é melhor do que você...
(Silêncio)
- Provavelmente nada é melhor!

Por nada.

Eu disse: E se eu pular do prédio mais alto da cidade?
Ela disse: Bom, eu vou sentir sua falta. Porquê?
Eu disse: Por nada. Só queria saber se você sentiria minha falta mesmo (risos).

Estrela cadente.

- Pode deixar, farei o mesmo pedido quando a estrela cadente passar. Pedir pra ser eternamente feliz ao teu lado...
- Estrela cadente não existe.
- Eu sei, estrela cadente é o nome que se da ao fenômeno, sei que na verdade o que vemos é um cometa. Quando um cometa se desloca no espaço interplanetário, as suas partículas dispersam-se por todo o lado.
- Então pra que fazer pedido?
- Tenho fé de ser eternamente feliz ao teu lado.
- Você é um amor.