A tarde estava muito fria. Porém, entre o céu e as nuvens havia um lindo sol. Mas o sol não me aquecia o suficiente...
- Por favor, um café com creme pra viagem.
- Grande?
- Sim.
- Aqui esta.
- Obrigada.
Bem distane, ela vinha caminhando em passos lentos. É tão mágico o sorriso, que eu enxergava de longe o brilho do mesmo.
- Oi.
- Olá.
- O quê você está fazendo aqui, sozinha?
- Tomando café e pensando.
- Pensando em quê?
- Em borboletas.
- Legal. Me conte sobre borboletas...
- Sei que uma borboleta é um animal pequeno e delicado.
- Como você (risos).
- Eu não peso 3 gramas. E olha que esse é o peso máximo de uma borboleta (risos).
- Isso é só um detalhe delas. Mais você é pequena e delicada (risos). Mas continue falando sobre borboletas.
- Alguns tipos de borboletas podem chegar a medir até 32 centímetros de asa a asa.
- Interessante. Só que nunca vi uma assim (risos).
- Nem eu (risos). Quando eu crescer, quero ser caçadora de borboletas...
- Eu também...
- Quer tomar café? O meu acabou já faz um tempo...
- Sim, quero.
Naquela tarde de inverno, tomaram café e falaram mais sobre borboletas. Depois conversaram sobre amor, arco íris, céu laranja, sol e ate sobre janelas...
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.