segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Entra e senta.

Entra e toma um café. Senta e diga o que quiser. Só não inventa e me diga o que lhe atormenta.
Não se vá. Se for, me espere lá... É que depois preciso explicar: que no momento, sem você não dá.

De mim.

Das coisas que cumpri. Das juras que prometi. Dos problemas que resolvi. Das histórias que menti. Dos contos que li. Das ilusões que vivi. Dos dramas que sobrevivi. Das tardes que dormi. Dos olhares que vi. Das guerras que venci. Dos ventos que senti. Das vezes que quase morri.
— E sabe o que me trouxe aqui? O mesmo que trouxe você ate a mim.

Infinda beleza de Jobim.

O relógio acabara de marcar 06:06. Adoro quando isso acontece e não custa cogitar a ideia de que alguém em algum lugar do mundo esteja pensando em mim. E o que quase nunca acontece. E se acontece, que eu saiba, nunca é ela.
Será que ela vem hoje? Espero que sim. Mas se não vim, enfim...
Preciso ver os olhos dela. E mais que isso? Escutar a doce voz. Mais que isso? Admirar a infinda beleza.
''Bom dia!'' Ela acabara de sorrir. É lindo o sorriso. E mais bonito, é o sorriso acompanhado ao som da voz dizendo o tal ''bom dia''.
Que bom que meus dias nunca mais foram os mesmo, depois que conheci a querida Jobim...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ligar, falar, marcar, viajar, amar. Ar!

”Eu amo; quero; preciso de você. Mais do que tudo! E por favor, deixa isso acontecer. Não se afaste de mim e me espera. Eu vou ate você se precisar, não tenho paciência, você sabe disso e por isso não vou esperar que você venha ate a mim. E você também sabe, que não sou disso: de esperar. Então, eu vou. Vou logo. Me espera, pois estou indo te amar…”
Era o que eu tinha em mente quando acordei. Então pensei. Pensei mais. Chorei. Não posso ir hoje. Por mais que eu quisesse. Então não disse nada e não fui. Por medo e por não ter tempo. Hoje eu preciso fazer muita coisa que não dá tempo de ligar, e falar, e marcar, e viajar, e amar…
Ansiosa, fui viver a minha vida. A dela? Ela vive a dela longe de mim, me esperando ligar, e falar, e marcar, e viajar, e amar…

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Borboleta Beatriz.

Como sorrir não custa caro pra ela, então sorri sem cobranças. Sorri e cada sorriso mora em minha lembrança. Faz isso com muito gosto. Bom, é o que parece pra mim, e tal sorriso mágico me faz um bem nesses dias de solidão, onde costuma dar um aperto no coração…
Quando morrer, desejo que se transforme na mais linda borboleta do paraíso (e que tenha vida infinita) e se isso realmente vier acontecer, que não se esqueça de me visitar ao menos uma vez no ano. Onde quer que eu esteja, onde quer que eu permaneça.
P.s.: atende pelo nome de Beatriz e encontra felicidade na simplicidade da vida, das cores e das diversas flores.
- Ó borboleta Beatriz, que a estrada trate de levá-la a lugares lindos e magníficos…


Para minha (antiga) professora de português.

Miniconto de uma vida perdida.

Nasceu pra morrer. E tem de morrer. E vai morrer. Porque tem de ser assim e assim vai ser.
Logo então, morrera a pequena criatura que pra sempre vivera perdida.

Foi assim, acabou assim.

Eu sei. Sei que quando você chegava vinha logo (quase correndo) me abraçar. E tudo, tudo mesmo, ficava sempre melhor. Você conseguia fazer isso muito bem: me deixava feliz e fazia com que as coisas voltassem automaticamente pro seu devido lugar. Mesmo quando eu estava naqueles dias infernais, lembra?
Eu sei. Sei que quando você chegava sempre lembrava de falar que me amava. E tudo, tudo mesmo, estremecia. Daquele jeito, que só você fazia acontecer. Mesmo quando não queria que isso acontecesse. Quase nunca (na verdade) era proposital, não é?
Eu sei. Sei que quando você chegava tratava de me beijar. E tudo, tudo mesmo, se transformava em uma linda melodia. Como naquele dia, em que me apaixonei por você. Como naquele dia, em que me estranhei por achar que tudo era só mais uma pequena e perfeita história de amor. E foi. Se foi. Como foi? Foi assim.
E acabou. Se acabou. Como acabou? Acabou assim.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Eu (não) te amo.

Não existe motivo nenhum que explique isso. Isso de sentir atração por você. Porque eu não te amo, mas daria de um tudo pra jamais te perder. E quer saber de mais? Pois digo, digo que não vai sair da minha vida (tão cedo). Azar ou sorte sua, viu?
Não devo ser o tipo de pessoa que faz seu coração bater mais rápido. E isso em suma, não me importa. Na verdade, só um pouco, pois ficaria feliz em saber disso. E quer saber de mais? Pois digo, digo que sua companhia sempre será bem vinda (em minha vida).
Não quero ter que explicar muita coisa a respeito de você, de mim, de nós. Então que só fique claro essa coisa de querer você, talvez mais do que o necessário. E quer saber de mais? Pois digo, digo que é mentira quando disse ''eu não te amo''. Eu te amo sim.

Ps.: Não me deixa sozinha e não me deixe fugir de você.