Eu sei. Sei que quando você chegava vinha logo (quase correndo) me abraçar. E tudo, tudo mesmo, ficava sempre melhor. Você conseguia fazer isso muito bem: me deixava feliz e fazia com que as coisas voltassem automaticamente pro seu devido lugar. Mesmo quando eu estava naqueles dias infernais, lembra?
Eu sei. Sei que quando você chegava sempre lembrava de falar que me amava. E tudo, tudo mesmo, estremecia. Daquele jeito, que só você fazia acontecer. Mesmo quando não queria que isso acontecesse. Quase nunca (na verdade) era proposital, não é?
Eu sei. Sei que quando você chegava tratava de me beijar. E tudo, tudo mesmo, se transformava em uma linda melodia. Como naquele dia, em que me apaixonei por você. Como naquele dia, em que me estranhei por achar que tudo era só mais uma pequena e perfeita história de amor. E foi. Se foi. Como foi? Foi assim.
E acabou. Se acabou. Como acabou? Acabou assim.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.