sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Sentimento bonito.

Ontem eu era menininha, talvez uma menininha cheia de sonhos e desejos. Hoje eu cresci, da melhor maneira que se pode crescer: cresci em mente! Não literalmente, mas o pouco que eu cresci me ajuda a viver no meio deste mundo caótico, onde as pessoas dão mais valor pelo que você tem e não o pelo que você é. Não sou muito simpática, ate porque odeio ser simpática; muitos dizem que sou orgulhosa, mas não sou. Eles confundem orgulho com timidez. Bom, vamos falar do amor? Odeio falar de mim. O amor é bem mais interessante. Sentimento bonito viu. Sabe, quase sempre eu acredito que o amor existe, mas basta algumas palavrinhas e pronto! Aqui estou, sem amor nenhum, acreditando que ele não existe (pelo menos pra mim). Incrível como as vezes meu coração esta tão vazio. Ah, quer saber vamos finalizar o assunto do sentimento bonito.

Madrugada.

Duas e meia da manhã e ela ainda estava acordada. Todos da casa já dormiam e sonhavam. Janela aberta, uma das luzes estava acesa e entre as mãos um livro que havia começado a ler a duas semanas atrás. Permanecia paralisada e calma, mas ao mesmo tempo nervosa. Não conseguia concentrar-se no livro que lia. Era uma pessoa que a deixava assim. A sensação de estar sonhando acordada não era descartada. Pois imaginava coisas. Coisas boas, que deixavam o teu corpo quente e cheio de desejo. Três horas, ainda sem concentração. Fechou o livro, apagou a luz e foi tentar dormir para ver se sonhava.

Inferninho.

Se eu soubesse me permitir, eu me entregaria de uma vez por todas quem diz me amar. Se eu soubesse agradar, não diria tantas besteiras numa única conversa oportuna. Se eu soubesse ser menos perfeccionista, pararia de procurar em cada pessoa o verdadeiro sentimento chamado amor. Se amanhã eu morrer, que eu morra feliz. E antes de mim, quero que morra o amor, mais não todo o amor para que em memória de mim, as pessoas se lembrem pelo menos uma vez que eu amei. Se tudo realmente acontecer amanhã, que ninguém sinta minha falta. Com certeza o paraíso existe e espero ir pra lá. Caso contrário, eu continuarei a viver neste ''inferninho'' chamado terra.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Só mais um amor.

O que ela quer é só mais um amor, talvez um último amor. Ela quer carinho, suspiros, olhar penetrante e mais um pouco de amor. Quer tomar sorvete e sorrir. Quer correr de mãos dadas na grama, sentir o vento que vem ao seu encontro. Quer olhar estrelas sem saber porque. Quer viver intensamente uma paixão. Ela quer desafiar, comemorar e visualizar. Quer o coração batendo um pouco mais forte. Quer correr risco, tremer as pernas, beijo na praça e só mais uma vez, ser chamada de amor. Quer o que ninguém da valor. Quer música para lembrar de alguém que aqui não vai estar. Quer sentir saudade do cheiro do futuro amor. Sim, ela precisa de um amor, amor sincero e verdadeiro. Amor absurdo, não precisa ser estrangeiro. Só um amor, seja ela qual for.

Dois Corpos.

Eu já estava ansiosa, esperava a ligação dela. Não me importava mas saber que horas o relógio marcava, mas devia ser vinte e uma horas. Só queria mesmo que o celular vibrasse e de uma vez por todas que fosse ela, dizendo que já havia chegado. A esperança não havia acabado, quando então o celular vibrou. Sim, era ela dizendo que havia chegado e que só iria passar em casa, e que mais tarde viria ao meu encontro...
Meio caminho andado. Um coração quase explodindo. A esquina prometia mais um encontro. Ao vê-la meus olhos gritavam de tanta felicidade e brilhavam toda vez que ela me olhava, com aqueles olhos castanhos claros. Íamos para minha casa, ela dormiria lá e iria embora no domingo. Meio caminho andado. Ali estávamos e com certeza a noite seria longa...
Noite sem estrelas e sem lua. Mas o que me importa um céu sem estrelas e sem lua? Se de mais belo estava aqui, deitada em minha cama. As horas continuava a não me importar. Um beijo, dois minutos depois mais beijos, três minutos depois mãos suaves, sete minutos depois o amor já estava transbordando, dez minutos depois o prazer já não cabia mais dentro de mim...
Palavras confortáveis, capaz de fazer um coração ‘’neutro’’ se tornar no mais ‘’feliz’’ do mundo. A noite estava fria, mas não literalmente; pois naquela cama, naquele escuro, haviam dois corpos fervendo, haviam dois corpos se amando. Parecia um sonho, mas não era. Parecia mágico, mas não era. Parecia ser mentira, mas não era...
Então sem querer eu descobri o amor, mais o amor com prazer. Eu desejava que o tempo parasse, que o tempo congelasse de vez. Sabia sim que era momentâneo, então tentei ao máximo aproveitar aquele momento que mais parecia um sonho. Não sei se momentos assim virão mais. Espero que venham, pois naquela noite eu inventei um não e agora o que será de nós e deste meu pobre coração?