Eu já estava ansiosa, esperava a ligação dela. Não me importava mas saber que horas o relógio marcava, mas devia ser vinte e uma horas. Só queria mesmo que o celular vibrasse e de uma vez por todas que fosse ela, dizendo que já havia chegado. A esperança não havia acabado, quando então o celular vibrou. Sim, era ela dizendo que havia chegado e que só iria passar em casa, e que mais tarde viria ao meu encontro...
Meio caminho andado. Um coração quase explodindo. A esquina prometia mais um encontro. Ao vê-la meus olhos gritavam de tanta felicidade e brilhavam toda vez que ela me olhava, com aqueles olhos castanhos claros. Íamos para minha casa, ela dormiria lá e iria embora no domingo. Meio caminho andado. Ali estávamos e com certeza a noite seria longa...
Noite sem estrelas e sem lua. Mas o que me importa um céu sem estrelas e sem lua? Se de mais belo estava aqui, deitada em minha cama. As horas continuava a não me importar. Um beijo, dois minutos depois mais beijos, três minutos depois mãos suaves, sete minutos depois o amor já estava transbordando, dez minutos depois o prazer já não cabia mais dentro de mim...
Palavras confortáveis, capaz de fazer um coração ‘’neutro’’ se tornar no mais ‘’feliz’’ do mundo. A noite estava fria, mas não literalmente; pois naquela cama, naquele escuro, haviam dois corpos fervendo, haviam dois corpos se amando. Parecia um sonho, mas não era. Parecia mágico, mas não era. Parecia ser mentira, mas não era...
Então sem querer eu descobri o amor, mais o amor com prazer. Eu desejava que o tempo parasse, que o tempo congelasse de vez. Sabia sim que era momentâneo, então tentei ao máximo aproveitar aquele momento que mais parecia um sonho. Não sei se momentos assim virão mais. Espero que venham, pois naquela noite eu inventei um não e agora o que será de nós e deste meu pobre coração?
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.