sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Madrugada.

Duas e meia da manhã e ela ainda estava acordada. Todos da casa já dormiam e sonhavam. Janela aberta, uma das luzes estava acesa e entre as mãos um livro que havia começado a ler a duas semanas atrás. Permanecia paralisada e calma, mas ao mesmo tempo nervosa. Não conseguia concentrar-se no livro que lia. Era uma pessoa que a deixava assim. A sensação de estar sonhando acordada não era descartada. Pois imaginava coisas. Coisas boas, que deixavam o teu corpo quente e cheio de desejo. Três horas, ainda sem concentração. Fechou o livro, apagou a luz e foi tentar dormir para ver se sonhava.