Quase não choro. E se choro, ninguém precisa saber e ver. Ate porque não consigo chorar na frente de ninguém. Acho muito manipulador e constrangedor pra mim, prefiro chorar sozinha. Ou na companhia de flores, de móveis, do vento, da música, do chão, da minha cama principalmente. Ou as vezes na companhia de nada mesmo, só da minha pessoa. É que não sou boa quando o negócio é forçar o próprio choro. E olha que já tentei algumas vezes e uma delas foi pra não ver um relacionamento acabar, deu errado. Não consegui chorar e o relacionamento se desfez. Uma pena, mas hoje não lamento pelo fato. Seria muito falso chorar forçado só pra não acabar. Chorei depois, sozinha. O que não adiantou…
Tenho um ponto fraco só, quando o quesito é choro. Filmes. Alguns me fazem chorar tão facilmente que fico impressionada. Mas ninguém vê também, normalmente sei disfarçar isso muito bem.
As vezes, isso é um problema, tem gente que diz que não tenho sentimentos por não chorar em público, essas coisas do tipo. Bobagem, viu? Tenho sentimentos sim, como qualquer outro ser humano. Só acho que chorar à toa ou por motivos idiotas (como: ver um ídolo de longe, se despedir da turma do colégio no ensino fundamental, ver alguém chorando e chorar também, e entre outros muito mais idiotas) é desnecessário. Só isso, sabe?
Ah, quase ninguém entenderia isso e você com certeza não deve estar entendendo. Na verdade, nem preciso que ninguém entenda também. Isso é muito pessoal pra mim e não preciso provar para as pessoas se choro ou deixo de chorar por motivos alheios.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.