sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

11º andar.

Já havia passado de 14 horas. Eu não sabia se ia ou se voltava pra casa, sem conferir a presença dela. Depois de muitas perguntas martelando minha cabeça, um cigarro leve e uma tremenda ansiedade corroendo-me: fui arriscar! Enchi-me de esperança dentro do peito, torcendo pra que esse fosse mais um encontro com total êxito.
Disse que o 11º andar (nas escadas) seria o destino do dia. E foi...
(Meu Deus, ela veio)
― Nossa, estou aqui a um tempo já. - disse ela me dando um forte abraço e me entregando em seguida um rosa vermelha ― Toma, é pra você.
― Ah, valeu... Caramba, você veio mesmo (risos).
― Eu disse que viria (risos).
(Meu coração já batia muito forte naquele momento e bateria muito mais depois que viesse o primeiro beijo, o segundo, o terceiro...)
― Só pensei que não viria, calma (risos).
Conversamos muito, na verdade, falei bem pouco. Ela falava sem parava, não dava chance de ficarmos em silêncio por mais de três minutos.
Decidi arriscar, pedi um beijo. Ela me deu. Nos beijamos na escada do prédio, onde a luz ''histérica'' apagava e acendia ''loucamente''.

Ela ainda me amava, disso eu tinha (não sei se ainda posso dizer que tenho) certeza. Dava pra ver dentro dos lindos negros e brilhantes (como diamantes) da menina, que tinha o orgulho do tamanho do mundo e o coração um pouco maior do que a minha solidão.
Não levo muito fé nessa coisa de destino, mas o (destino) dela ainda vai cruzar com o meu por mais uns bons anos...