Já havia passado de 14 horas. Eu não sabia se ia ou se voltava pra casa, sem conferir a presença dela. Depois de muitas perguntas martelando minha cabeça, um cigarro leve e uma tremenda ansiedade corroendo-me: fui arriscar! Enchi-me de esperança dentro do peito, torcendo pra que esse fosse mais um encontro com total êxito.
Disse que o 11º andar (nas escadas) seria o destino do dia. E foi...
(Meu Deus, ela veio)
― Nossa, estou aqui a um tempo já. - disse ela me dando um forte abraço e me entregando em seguida um rosa vermelha ― Toma, é pra você.
― Ah, valeu... Caramba, você veio mesmo (risos).
― Eu disse que viria (risos).
(Meu coração já batia muito forte naquele momento e bateria muito mais depois que viesse o primeiro beijo, o segundo, o terceiro...)
― Só pensei que não viria, calma (risos).
Conversamos muito, na verdade, falei bem pouco. Ela falava sem parava, não dava chance de ficarmos em silêncio por mais de três minutos.
Decidi arriscar, pedi um beijo. Ela me deu. Nos beijamos na escada do prédio, onde a luz ''histérica'' apagava e acendia ''loucamente''.
Ela ainda me amava, disso eu tinha (não sei se ainda posso dizer que tenho) certeza. Dava pra ver dentro dos lindos negros e brilhantes (como diamantes) da menina, que tinha o orgulho do tamanho do mundo e o coração um pouco maior do que a minha solidão.
Não levo muito fé nessa coisa de destino, mas o (destino) dela ainda vai cruzar com o meu por mais uns bons anos...
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.