O meu amor por você, as pessoas nunca entenderam, acho que nem você entendia. E nem eu, se quer mesmo saber... Sofria, quase morria. Justamente por aquele amor imaturo e nada seguro. Chegava a ter medo, o que não era normal. Nem pra mim, nem pra ninguém. E não precisa também. Sabia lidar com aquele medo. Aquele medo de te ver passar por mim e não fazer nada a respeito, de não querer te perder, de ter esperado por você (e você nunca ter chegado). Eram esses medos (e muitos outros) que atrapalharam a minha necessidade de você e a sua necessidade de mim. Tentei parar, e você bem que soube disso e não fez nada a respeito. Eu pedia ate desculpas, lembra? Você não entendia porque eu não conseguia parar. E mesmo hoje, não entenderia.
Se eu pudesse, teria feito você a pessoa mais feliz do mundo. Sem cobranças, porque eu não ligaria se fosse recíproco, se você também não me fizesse ''A MAIS FELIZ DO MUNDO''. Eu sim queria isso. Não cabia você a querer. E não queira, mesmo hoje. Nunca queira... Bem que tentamos, não é?
Pena, foi ter que te ver partir sem dizer uma palavra, a não ser: ADEUS. O que realmente doeu. E ainda dói no fundo. Como dói, viu? Espero que não doa em você, porque sabes que quero vê-la feliz. Muito feliz. Que se exista outro alguém na tua vida, que esse alguém lhe dê tudo que não pude dar. E que esse mesmo alguém não tenha medos, como eu tive aos montes... Ah, e se ainda pensa em mim, não devia. Não penso em você mais. Na verdade, penso sim. Não com frequencia, mas infelizmente ainda penso.
Olha, só decidi escrever isso, não pra recordar de tudo, só escrevi com o propósito de arquivar em poucas linhas o quanto foi difícil pra mim depois da tua partida. Porém, não é mais. O que é bom. Muito bom.
Oh, agora vou caminhar, depois eu volto. E já esqueço disso tudo e um pouco mais de você, minha querida. Breve e eterna querida...
P.s.: Também choro. Choro por você não mais existir pra mim.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.