Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Diferente.
Eu deixei minha inocência numa esquina, faz um tempo e eu não fazia idéia que a partir daquele momento eu nunca mais voltaria tê-la. Um muro cinza caiu dentro de mim, criei fantasmas que hoje dividem espaço com meus amigos humanos. Eu já devo ter dito que faria de tudo pra ser uma garota normal e feliz. Pensando em se casar, usar vestidos rosa, ter uns namoradinhos, ser alguém sem cultura que transasse com o primeiro carinha bonito e gostoso que as amigas achassem. Mas eu não posso, não posso voltar. E mesmo querendo ser tão simples e normal, achando tudo a minha volta desprezível, eu sou um pouco pior e mais suja que isso. Talvez não. Consegui um pouco de felicidade, animação e algumas outras coisas, como um maço de cigarro; vou sair por um tempo. Existem dias que fumo o dobro do que fumaria em semanas. Dias que eu deixo de existir, que meus pais procuram e só me encontram na cama jogada, e com álcool circulando por todo meu corpo. Não são bons dias e eu espero melhorar, ou deixar de atrapalhar as pessoas que me amam. Quero sair de vez. Parar de me auto-destruir tão devagar. De ser tão diferente das expectativas, das pessoas, dos vícios e do meu amor nada seguro.