terça-feira, 15 de setembro de 2009

Diferente.

Eu deixei minha inocência numa esquina, faz um tempo e eu não fazia idéia que a partir daquele momento eu nunca mais voltaria tê-la. Um muro cinza caiu dentro de mim, criei fantasmas que hoje dividem espaço com meus amigos humanos. Eu já devo ter dito que faria de tudo pra ser uma garota normal e feliz. Pensando em se casar, usar vestidos rosa, ter uns namoradinhos, ser alguém sem cultura que transasse com o primeiro carinha bonito e gostoso que as amigas achassem. Mas eu não posso, não posso voltar. E mesmo querendo ser tão simples e normal, achando tudo a minha volta desprezível, eu sou um pouco pior e mais suja que isso. Talvez não. Consegui um pouco de felicidade, animação e algumas outras coisas, como um maço de cigarro; vou sair por um tempo. Existem dias que fumo o dobro do que fumaria em semanas. Dias que eu deixo de existir, que meus pais procuram e só me encontram na cama jogada, e com álcool circulando por todo meu corpo. Não são bons dias e eu espero melhorar, ou deixar de atrapalhar as pessoas que me amam. Quero sair de vez. Parar de me auto-destruir tão devagar. De ser tão diferente das expectativas, das pessoas, dos vícios e do meu amor nada seguro.