Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Confusão.
Tudo me forçava a acordar, e era tudo o que eu não queria, dormir é a única droga entorpecente não-ilegal que eu conheço. O dia tinha tudo para ser uma merda, mas que dia não é tão morbidamente promissor? Não tenho sucesso em reprimir memórias, o que é triste quando se vai passar pelo menos dez horas do dia em casa. Eu precisava de um café, mas estava com preguiça de acordar cedinho e fazer. Esperei que meu pai fizesse, mas não quis esperar. Compre feito, uma das melhores frases do mundo pós-moderno e consumista; costumo não comprar café, mas se bate uma vontade louca de tomar... Por que não comprar? Abandono a minha cama e saio depois de vestir a camisa branca amassada de costume. Minha mente devia estar uma confusão agora, mas não está. E talvez eu não ligue muito para as confusões em minha mente. Por quase um minuto pensei que o círculo laranja, meio amarelo, meio rosa incandescente que despontava entre as nuvens fosse minha imaginação, mas era só o sol nascendo e tentando aquecer meu corpo. O sangue que se movia entre as minhas veias já tinha desistido. E eu já pensava ter virado uma estátua, quando coloquei meus pés pra fora de casa. Fui pegar o ônibus cheio, ordinário e repugnante, para estudar como sempre. Uma das únicas coisas úteis que minha mãe imagina que eu faço. Mas não faço. Me veio a mente agora que é desnecessário dizer que eu me apego rápido às pessoas, é desnecessário dizer que tudo o que elas dizem no final é ‘pode contar sempre que precisar’. E eu preciso, o que é desnecessário dizer. Sim, minha mente deve estar em confusão.