Ainda dia, tarde bonita. Quando então ela começou me pedindo com os olhos desesperados que explicasse o que tinha que as outras não tinham. E eu com os olhos cheios de lágrimas, que ela nem percebeu que meu choro também acontecia interiormente, e esse choro já me inundava por dentro, era o que mais me doía.
Logo eu percebi nela aflição e quando decidi contar a ela tudo que eu estava pretendendo a contar a um tempo, lá vinha minha condução pra me levar embora, pra longe de seu coração. Mas não era adeus não! Era uma pequena despedida, uma pequena partida.
E eu sempre fui assim mesmo. Covarde, sempre com medo. E por ter esse imenso medo, foi que parti pra longe dali. Porque pra mim não importava o desafio ou o tamanho da queda, eu sempre estava ali pra enfrentar, porém se fosse pra falar a minha garota como é grande, como é lindo meu amor, esse que eu sinto por ela, eu sentia um inútil medo e o mesmo me amedrontava, não deixando então que eu contasse que o que tem que as outras não tem é de fato simples… É a questão do brilho nos olhos que tem e quando esses olhos ai vem olhar para os meus, porque eu menina? Porque a menina me escolheu? Porque eu já sofria, e ainda sofro por ser tão insana e não dar valor a quem me ama…
E se chego perto já sinto arrepio, que depois me estremece e me faz ficar quieta, que me faz ficar paralisada, me fazendo então imaginar centenas de situações junto de você, centenas de cenas querendo você, centenas de cenas desejando você, centenas de cenas com vontade de você. E de repente me resolve invadir centenas de imagens com tua beleza infinda me pedindo pra ficar mais um pouco, porque você fala que vai se soltar mais dessa vez e que vai tentar me fazer sorrir outra vez: e consegue! E eu sempre me rendo a você. E eu sempre me doou a você.
Já não sei se amo você ou se te mando pro inferno! Mas se eu te mandar pro inferno, me espere, eu vou junto. Porque eu sei, que se você for agora, vou ser ainda mais covarde em não admitir que eu preciso de você agora, bem aqui perto de mim.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.