domingo, 2 de maio de 2010

Ainda te amo.

Os olhares se encontraram numa esquina. Minha (tão boa) amiga apresentou-me a pessoa que me fez sentir o que era ''Amor a primeira vista''. Só era mais uma pessoa que parecia não merecer meu amor. Era a pessoa mais importante naquele momento, e daqui uns dias eu iria descobrir isso. Ficamos no banheiro de uma escola, e aquilo me pareceu tão engraçado. Mal nos conhecemos e já rolava tamanha química.
Gostar dela foi fácil. Em pouco tempo começamos a entender o que se passava com a gente. Na verdade não se passava muita coisa. Entre uma conversa e outra, disse-me a frase mais bonita que eu poderia ler naquele momento: ''Eu te amo''. Não era uma declaração romântica, e eu bem que sabia disso. Mas fiquei olhando para a tela e desejando muito que tivesse sido de todo coração o que havia me dito.
Espera aí... Mas como? Não havia passado nem um mês direito para dizer que me amava. Mas ali havia intensidade. Intensidade na frase e no que sentia por mim. Eu também amava-a, mas tinha de esperar para saber realmente se era isso mesmo que eu queria pro meu ano. Não pra minha vida, pra minha vida eu ia descobrir logo depois.
O segundo encontro já me fazia ferver, pelo menos por dentro. Eu já havia ate me esquecido a frase que me dissera naquela conversa -- que era apenas uma prova da pessoa especial que ela era.
O primeiro ''Eu te amo'' era amor puro, sem sedução nenhuma. O segundo, sim, tinha uma pequena (ou quem sabe grande) dose de paixão.
Ela me ensinou a falar de amor. Amor que esteve do início ate o fim em uma história que nasceu tão depressa e claro, teve fim tão depressa também. Mas sinceramente? Ainda não acredito que houve fim. Sim, chegamos ao fim a algumas semanas atrás. Uma pena, porque tive e ainda tenho tanto a oferecer –- ou, dependendo do ponto de vista, realmente não é o fim, é uma história para sempre. É que antes de me deixar, ela pediu perdão. E eu a perdoei da boca pra fora, e dentro de mim só ia perdoá-la no dia em que ela se perdoasse.
Hoje, ainda a amo. Ela não me ama mais, é o que eu acho.
Amamos quem divide comigo o que se passa. Amamos quem dá ou aceita nossa ajuda. Amamos quem nos faz rir, mesmo quando apenas sorrir. Amamos por que tem gente que realmente saber nos proporcionar alegria. Existe amor em cada um de nós e é extremamente bom falarmos sobre ele. Grande energia que se multiplica aqui, ali, na relação com os amigos ou simplesmente na vida. Falar de amor me transformou para sempre. Ainda mais falando de amor aqui, neste blog (in)útil. Com o tempo reparei que eu sei e não sei falar de amor. Por experiência própria ainda sei falar de amor. E espero que um dia ela tenha mais experiência no amor do que eu, que tenha certeza do que realmente quer. Para que assim, minha esperança depositada nela não tenha sido em vão.
Não me arrependo de nada. Absolutamente, nada! E é melhor ter a certeza de ter dito o que sentimos, assim haja tempo das pessoas que tanto amamos reflitirem um pouco, quando presentes ao nosso lado não estão. Sobre o que eu quero pra minha vida, com relação a ela, ainda não sei. Mais esperaria por ela, pra descobrir o que quero.
Quando decidi escrever sobre isso, havia chegado da missa. Tomei banho e logo aqui estou. E é isso mesmo o que eu disse, chegado da missa (risos). E esta missa, foi dedicada a você, já que a missa de semana passada não deu certo. E confesso aqui que todos os dias oro por ti, para que você seja muito, mais muito feliz. E como uma vez já dizendo pra ela: com ou sem mim presente...
Ainda bem que estou nova, muito nova pra amar. E se o tempo passar rápido quero que ele me traga ela de volta. Traga a minha alegria de todos os dias.
Ps.: Ainda te amo