Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
sábado, 8 de maio de 2010
Conhecerá o inferno.
Rua escura, suja e parada. Lá na frente vinha ela. Trazia o coração debaixo do braço esquerdo. O coração mais frio que teve. Já teve coração quente, morno, amargo, inocente, amigo, etc. E agora o que menos queria era um coração frio. Mas não tinha escolha, ela tinha de trazer este coração consigo. Ela era uma morta-vida, sorria para o mundo uma alegria imunda, comprada em uma loja da esquina. Um dia vendeu teu coração a um homem desconhecido. Invés do frio, vendeu o coração de plástico que trazia no bolso. O homem jamais foi feliz com aquele coração. Comprou felicidade falsa e se deu mal. Ela continuou andando naquela rua escura, suja e parada. E o tempo passou e o que ela viu crescer não foi amor: foi solidão. Sozinha encontrava-se. Sozinha, ainda não sabia que ia morrer sozinha. Ia ter diversos amores e nenhum ia lhe proporcionar eternidade. Ia conhecer a sua outra parte e seria incapaz de amá-la. Ela não sabe, mas morrerá e irá conhecer o inferno. Só por ter sido uma má garota.