23 horas.
― Quero entrar em você essa noite. E de hoje espero que não passe. – disse baixinho quando a beijei pela primeira vez naquela noite.
― Que entre. Quero mesmo que entre! – olhou profundo e disse convicta.
Comecei beijando tua face, depois somente a boca, logo beijei o pescoço. Então puxei-a para cama e fui tirando sua roupa, ela fazia o mesmo em mim.
― Você quer mesmo que eu continue? – sussurrei baixinho.
Não respondeu. O coração dela batia excitado e estava um pouco nervosa, mas não queria que parasse, eu via e sentia isso vindo dela. Portanto continuei…
― Me toca – ela pedia com determinação e estava disposta a deixar que rolasse de tudo.
Minhas mãos exploravam cada parte do seu corpo, eu descia cada vez mais. Parava no umbigo e voltava.
― Pára de me provocar! – quando disse isso, subi por cima dela e deixei-a imobilizada.
― Fica quieta…
― O que vai fazer? – disse num tom desafiador.
Então, coloquei minha boca nos seus seios e explorei-os.
― São lindos.
― Quer me deixar envergonhada? – ela sorrira.
― São tão lindos que já sinto prazer só de admirá-los.
― Não precisa só admirá-los…
Sem mais delongas, fui passando do umbigo vagarosamente.
― Posso?
Ela sorriu. Em seguida gritou baixinho de prazer quando minha língua quente e firme encontrou.
― Não pare, por favor… – ordenou com uma voz baixa.
Era muito prazer e cada minuto ali seria lembrando depois. Não sei por ela, mas por mim, com certeza seria…
Suas pernas se afastaram lentamente e eu beijava-a. Minhas mãos – pela primeira vez – penetraram profundamente. Ela sugava meus lábios e mordia meu pescoço lentamente.
― Não da pra respirar, muito menos pensar. – ela sorriu e suspirou.
― Não pense, respire. – continuei acariciando-a.
― Como você faz isso? – perguntou.
― Isso o que? – sorri.
― Esquece. – ela sorriu junto.
― É muito pra você?
Afundei-me dentro dela. Eu via o resultado do prazer em seu rosto. Era tão bonito.
― Gosto disso.
― Disso o que?
― Do prazer no seu rosto. – ela sorriu com uma imensa alegria e logo perguntou:
― Quanto você quer de mim?
― Quero assim mesmo, por inteira. – eu falava sério, muito sério.
Eu beijava seu pescoço e a invadia cada vez mais. Ela gemeu mais.
― Doeu?
― Não… Continue, continue por favor. – ela ficava cada vez mais extasiada e passado alguns minutos, ousou ficar por cima de mim e me acariciou, numa tentativa de me fazer sentir ainda mais prazer. Conseguiu. Depois, beijou e sugou meus seios com força, adorei sua atitude.
― Eu amo você! – disse ela, com os olhos mais lindos do mundo.
― Eu sei que ama. Com certeza ama.
― Como pode afirmar e ter certeza disso? – ela sorriu.
― Eu lhe conheço muito bem e sei que se não me amasse, não deixaria que eu tocasse em você como toquei.
― Amo você por conta disso também, tão compreensível. É lindo, é linda. – sorriu novamente. Então sorri de volta.
Fiquei observando o teu rosto e ela me olhava, e agora com olhos profundos de quem gostaria de descobrir alguma coisa que ninguém jamais havia ousado a descobrir.
― Por que esta parada me olhando? – perguntou ela.
― Você é linda, não quero que essa seja a última vez.
― Não vai ser.
― Como pode me garantir isso?
― Você foi a única pessoa que me proporcionou imenso prazer ate hoje e soube me respeitar. Gosto disso. Portanto quero que se repita.
― Obrigada por me fazer tão bem. – sorri.
― Agradeço pela mesma coisa. – sorriu de volta.
Uma relação linda. Fazíamos sexo com amor, não sexo sujo. De sujo, só o abajur daquele quarto de hotel.
― Sabe de uma coisa? – perguntei.
― Não, me conte – sorriu.
― Quero te amar pelo resto de minha vida.
Então, sem querer ela descobriu o que ninguém ousou a descobrir: amor eterno. Era isso que eu queria a partir daquele momento: um amor eterno.
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.