- Eu só queria que você fosse igual a tua irmã!
- Ninguém é igual a ninguém. Se você me ama, me ama pela pessoa que sou, e não pela pessoa que posso fingir a ser, pra você também fingir que me ama.
- Quem você puxou? Quem?
- Ah! Você me vê como a pior pessoa do mundo! É como se eu fosse um ‘’diabo’’ em tua vida. A cruz que você tem de carregar.
- São essas suas companhias.
- Lá vem você falar dos meus amigos! Oh, a primeira oportunidade que surgir, sumo da tua vida, fica tranquila M-ÃE!
- Você sempre diz isso. Larga de ser infantil.
Foi quase humilhante a última frase. Não mediu esforço nenhum pra dizer aquilo. Ela sempre conseguia fazer com que ela chorasse de raiva com todas tolices! Tudo bem, foi só mais uma briga pra lista.
A última briga de sua lista. Mal sabe ela, que amanhã será o último dia de sua vida. Foi escolha própria. Escolha de alguns dias atrás.
11 horas da manhã, não sabia o que fazer: decidiu morrer! Na verdade, ela não escolheu morrer, escolheu parar de sofrer.
Sua mãe, desesperada. Não sabia o que fazer com a notícia de que a filha havia morrido. No bolso a filha trazia um bilhete:
''Mãe, desculpa por todas as brigas. Desculpa por não ter sido a filha que você sempre queria e sempre sonhou, tipo uma cópia da minha irmã. Foi minha escolha morrer. Quer dizer, parar de sofrer... Só não quero que você se sinta culpada. Eu quis assim, não por você, mas por mim. Bom, espero que ao menos uma vez eu tenha lhe dado orgulho; pelo menos uma vez! Olha, eu devo estar em algum lugar agora, e de cá olho por ti. E por todos que deixei aí. E oh: meus amigos eram os melhores; eles não queriam nenhum mal pra mim, é que você não teve a oportunidade de conhecê-los. Foi uma pena. Enfim, não precisa rezar por mim, siga sua vida normalmente e pede pra todos esquecerem de mim. Esqueça de mim também. Eu nunca fiz diferença mesmo, então não é agora que quero fazer, depois de tudo isso.
Beijos minha mãe!''
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.