A cobertura de um prédio no meio da cidade, aquele dia esse era o nosso destino. O elevador já chegara ao 20º andar. O vento soprava teus cabelos, e ao mesmo tempo beijava a minha face. O céu era tão azul, que não podia ser mais azul. Filme? Sim, parecia cena de filme. Sonho? Sim, parecia estar vivendo um (lindo) sonho. Eu só podia estar sonhando no sofá da minha sala. O que estava acontecendo? O mundo girava de cabeça pra baixo. Era como se fosse o primeiro encontro marcado por telefone. Parecia a primeira vez. Conversávamos em silêncio, eu entendia tudo o que me dizia, mesmo sem dizer-me uma palavra.
''Tira os óculos, quero admirar teu olhos.'' Tirava os óculos e em teus olhos eu viajava pra distante daquela cidade; onde só existia eu, ela e um campo florido.
Me agarrara por trás de um jeito envolvente, não agüentava mais segurar meu desejo de beijá-la e de tocá-la. Entre uma frase e outra, lá se foi o primeiro beijo (roubado). Deitadas, eu via vontade nos olhos dela. Precisava satisfazê-la logo, pois o tempo corria contra nós. O prazer já não cabia dentro de mim. Pode alguém amar tanto assim? Sabe, eu não sei. Mas sei que estava amando, tentando aproveitar cada minuto. Sentia cada pedaço dela em minhas mãos, e achava isso a coisa mais prazerosa do mundo.
100 beijos, a partida. 102 beijos e já era hora de dizer adeus. Na esquina cada uma tomava o seu rumo, nas minhas pegadas deixava o rastro de prazer e nas pegadas dela só Deus sabia o que dizer.
(postagem antiga)
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.