Me da uma vontade de sair correndo pra rua quando começa a chover. Principalmente quando é noite. Sempre gostei da chuva brilhando na escuridão; de sentir aquele repentino frio da noite quando chove nas costas, subindo por todo corpo. Sentir aquelas pequenas luzes pingando molhado sobre minha testa. E o melhor, é saber que posso chorar o quanto quiser (e por quem quiser) sem precisar secar meus olhos...
Eu costumava ter medo de relâmpagos quando pequena, mas por segurança: eu contava-os. Pra ter certeza de uma coisa: eram poucos e não podiam me assustar. Também tinha medo de raios, só que depois de um tempo ate sorria ao vê-los. Na minha imaginação, aquilo tudo era chuva de arte. Arte natural, que o ser humano não consegue imitar...
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.