Era uma vez... Era uma vez... Uma garota, que era diferente de todas. Que um dia se apaixonou por outra garota.
Que também era diferente de todas, mas que não gostava dessa garota e sim de um garoto...
- Alô?
- Oi, sou eu Flor...
- Eu quem?
- Já esqueceu da minha voz? É a Melina.
- Ah sim, desculpa Melina, estou um pouco triste e eu só atendi o telefone porque pensei que fosse minha mãe.
- O que houve? Qual o motivo da tristeza?
- Ah, eu briguei com o Matheus de novo e terminamos. E dessa vez é sério, não quero saber dele e de nenhum outro garoto mais...
- Como assim terminaram? Como assim não quer saber de outro garoto?
- Não quero falar sobre isso Melina.
- Tudo bem.
- Preciso desligar, nos falamos depois, pode ser?
- Ok. Beijos.
- Beijos.
Passaram-se sete dias, então o telefone de Flor irá tocar...
- Oi.
- Oi Flor, é a Melina... Você sumiu, não foi na aula essa semana, estou preocupada contigo...
- Ah, eu viajei, não deu tempo de avisar e pra onde fui não tinha telefone, desculpa... Mas e aí, tudo bem?
- Sim, tudo ótimo e você?
- Também.
- Quer ir no cinema mais tarde comigo?
- Quero. Onde e que horas?
- Então... Pode ser às 19 horas em frente o portão amarelo, você sabe onde. (risos)
- Sei sim. (risos)
- Ate mais tarde então. Beijos.
- Ate, beijos Melina.
Passaram-se 6 horas e 47 minutos. O encontro foi perto do portão amarelo, como no combinado.
Foram pra praça, perto do shopping da cidade; tomar sorvete como faziam sempre. Sorvete de menta com flocos, era o preferido das duas. Conversaram tanto, que o cinema esqueceram...
- Um pouco tarde pra ir no cinema agora, não acha? (risos)
- É, também acho. (risos)
- Pois é.
Houve um silêncio de 2 minutos.
- E o Matheus? Não voltaram mesmo né?
- Matheus? Quem é Matheus? Não conheço. Esquece Melina, eu esqueci, acabou tudo.
- Ok, deixa pra lá... Você gosta das estrelas?
- Muito. Amo elas.
- Aquela estrela ali chama-se Flor, eu coloquei o nome dela de Flor.
- Porquê? (risos)
- Não sei, ela me lembra você. (risos)
- Gosto muito de você Melina, só você consegue me tirar de casa pra não ir no cinema e ficar conversando
horas e tomando o melhor sorvete de todos. (risos)
- Eu também gosto de você. Só que mais e de um jeito diferente. (risos)
- Como assim de um jeito diferente?
- Ué, diferente.
- Me explica então...
- Eu tenho vontade de beijar você.
- Quê?
- Eu disse que era de um jeito diferente.
- Bem diferente então. (risos)
- Então você gosta de mim, assim como eu gostava de algum menino?
- Sim. (risos)
- Vamos embora, já esta ficando tarde e eu preciso te levar em casa ainda...
- Não, vamos ficar mais um pouco...
Conversaram mais um pouco e caminharam ate chegar perto do portão amarelo, sentaram ali pertinho mesmo.
- Me explica direito aquele lance de você gostar de mim.
- O quê?
- É, é isso mesmo.
- Você é muito bobinha, eu gosto de um jeito diferente, já disse. (risos)
- Ah, eu sou meio lerda pra essas coisas do coração mesmo, você já sabe disso.
- Não, eu não sei não.
- Ih, boba.
- É você. (risos)
- Porquê decidiu me contar isso justo hoje? Quer dizer, ontem. Não é sabádo mais (risos).
- Pois é, bem tarde não acha? Tá na hora de você ir. Não quero que sua mãe pense coisa errada a respeito de mim.
- Esquece minha mãe, esquece o tempo, esquece tudo. Agora responde a pergunta que eu lhe fiz.
- Não sei o porque de tanta curiosidade Flor.
- Só quero saber desse teu sentimento por mim.
- Em troca de quê?
- Não sei. Você esta pensando em me chantegear agora é?
- Não seria uma má ideia.
- Ih, me conta logo.
- Vai me beijar depois que eu falar o porque de ter falado aquilo?
- Se eu achar que você merece. (risos)
- Contei porque já estava na hora e você terminou com o menino lá. (risos)
- Nesse momento, você esta com vontade de me beijar?
- Você vai me beijar se eu dizer sim?
- Esta ou não com vontade?
- E se eu dizer que não?
- Vamos embora... já é tarde mesmo. (risos)
- Esquece o tempo, esquece tudo.
O beijo foi lindo. Combinava com a noite, que estava cheia de estrelas e com uma lua incrível.
Talvez a lua mais bonita daquele ano. E aquele só foi o primeiro beijo de muitos que viriam...
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.