Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Sou assim. Várias de mim.
Eu sou tudo isso que você pode e não pode ver, sou assim quando quero. Duas garotas dentro de mim. As vezes três, quatro, cinco... Talvez seja uma por mês e ainda nem percebi. Existem momentos em que dou um grito e outros em que vivo um conflito. Apresento ao mundo a minha dor, em outros momentos só consigo falar de amor. Posso ser a mais romântica, melodramática. Imóvel, nervosa ou calma. Carente ou de cadente; vingativa ou inconseqüente. É nestes momentos em que eu não me apercebo e acabo transformando-me numa mulher cheia de medo. Cheia de reservas. Coberta de subtilezas. Séria e sem defesas. No minuto seguinte, no papel de garota fatal e transformo-me logo na tal e nesses momentos sinto uma grande vontade de que sou a dona do mundo. Mas não sou , é só uma vontade passageira. Costumo ser segura e destemida. Presunçosa e atrevida. Rasgo todos os meus segredos ao meio e exponho-me num letreiro. Infelizmente não é sempre que isso acontece, mas quando acontece sou exposta num letreiro de poesia ou texto. Conto o que ninguém tem ou teria coragem de contar. Explico detalhes que nem é bom lembrar. Sou assim. Várias de mim. Sorrisos por fora ou angústias toda hora. Por dentro um tormento e no rosto nem um único sofrimento. No corpo uma explosão de prazer, nos olhos deixo meu desejo aparecer. E o melhor é ninguém me conhecer. Fiquem apenas com as minhas letras, com as minhas palavras. Na vida real sou muito mais complicada. Sou uma em mil e quem tentou, descobriu. Que viver ao meu lado é viver dentro de um campo minado. Que possa vir a explodir a qualquer momento. Mas quem esteve nele, nunca mais quis fugir e ainda hoje se cá encontra. É meio assustador dizer tudo isso; mas sou assim. Assustadora, as vezes. Feita de situações, tentativas, erros, acertos, entradas, saídas. Feita de muitas coisas; e a principal delas tem sido os momentos. Sim, esta não é nem a parte do que posso ou devo ser para você, ok?