quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sou assim. Várias de mim.

Eu sou tudo isso que você pode e não pode ver, sou assim quando quero. Duas garotas dentro de mim. As vezes três, quatro, cinco... Talvez seja uma por mês e ainda nem percebi. Existem momentos em que dou um grito e outros em que vivo um conflito. Apresento ao mundo a minha dor, em outros momentos só consigo falar de amor. Posso ser a mais romântica, melodramática. Imóvel, nervosa ou calma. Carente ou de cadente; vingativa ou inconseqüente. É nestes momentos em que eu não me apercebo e acabo transformando-me numa mulher cheia de medo. Cheia de reservas. Coberta de subtilezas. Séria e sem defesas. No minuto seguinte, no papel de garota fatal e transformo-me logo na tal e nesses momentos sinto uma grande vontade de que sou a dona do mundo. Mas não sou , é só uma vontade passageira. Costumo ser segura e destemida. Presunçosa e atrevida. Rasgo todos os meus segredos ao meio e exponho-me num letreiro. Infelizmente não é sempre que isso acontece, mas quando acontece sou exposta num letreiro de poesia ou texto. Conto o que ninguém tem ou teria coragem de contar. Explico detalhes que nem é bom lembrar. Sou assim. Várias de mim. Sorrisos por fora ou angústias toda hora. Por dentro um tormento e no rosto nem um único sofrimento. No corpo uma explosão de prazer, nos olhos deixo meu desejo aparecer. E o melhor é ninguém me conhecer. Fiquem apenas com as minhas letras, com as minhas palavras. Na vida real sou muito mais complicada. Sou uma em mil e quem tentou, descobriu. Que viver ao meu lado é viver dentro de um campo minado. Que possa vir a explodir a qualquer momento. Mas quem esteve nele, nunca mais quis fugir e ainda hoje se cá encontra. É meio assustador dizer tudo isso; mas sou assim. Assustadora, as vezes. Feita de situações, tentativas, erros, acertos, entradas, saídas. Feita de muitas coisas; e a principal delas tem sido os momentos. Sim, esta não é nem a parte do que posso ou devo ser para você, ok?