Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Sabádos.
O gelo derrete na ponta da minha língua, logo o gosto vai sumir. Assim como a fumaça do meu cigarro qualquer que entra no meu pulmão, logo ela vai sair e irá sumir. Sempre some. Estou vivendo um momento de brindes, ontem mesmo brindei a saúde; mas provavelmente não á minha... Agora torço para que o maldito sábado chegue logo, logo (toda semana torço pra isso). Sim, os meus sábados tem sido perfeitos; não quero entrar em detalhes, o único detalhe que gostaria de entrar é que viva o teu sábado como se fosse o último(eu sei que esta coisa é bem aleatória). Ah, minha intensidade nem sempre é real, assim como o que eu digo nem sempre é real; de vez em quando me forço pra sorrir, a falar, a cantar. Minha mente esta lendo seus lábios, tome cuidado ao falar de mim e da minha vida. Cansei de me auto-medicar, mas sei que ninguém me receitaria o que realmente preciso e quero. Estou tentando me livrar deste gosto que está na minha boca, agora não é o de gelo e sim de um amarga felicidade! No chão vejo uma garrafa de catuaba, do lado uma garota caída com um cigarro na mão esquerda; eu parei pra prestar atenção e vi que estava na mesma situação, só que com uma garrafa de vinho na mão (esquerda também); achei aquilo engraçado; mas não por muito tempo. Pois cheguei a concluir que somos duas almas perdidas ali, ela no chão e eu tendo uma visão... Eu fico cada vez mais longe, o gelo já derreteu a muito tempo da minha boca, não lembro de sair mas sei que estou do lado de fora. A rua vazia e eu pensando como eu posso conseguir coragem pra tudo, menos pra dizer te amo e estaríamos falando de amor, sentimento complexo e bobo, que NÃO quero falar agora.