sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sabádos.

O gelo derrete na ponta da minha língua, logo o gosto vai sumir. Assim como a fumaça do meu cigarro qualquer que entra no meu pulmão, logo ela vai sair e irá sumir. Sempre some. Estou vivendo um momento de brindes, ontem mesmo brindei a saúde; mas provavelmente não á minha... Agora torço para que o maldito sábado chegue logo, logo (toda semana torço pra isso). Sim, os meus sábados tem sido perfeitos; não quero entrar em detalhes, o único detalhe que gostaria de entrar é que viva o teu sábado como se fosse o último(eu sei que esta coisa é bem aleatória). Ah, minha intensidade nem sempre é real, assim como o que eu digo nem sempre é real; de vez em quando me forço pra sorrir, a falar, a cantar. Minha mente esta lendo seus lábios, tome cuidado ao falar de mim e da minha vida. Cansei de me auto-medicar, mas sei que ninguém me receitaria o que realmente preciso e quero. Estou tentando me livrar deste gosto que está na minha boca, agora não é o de gelo e sim de um amarga felicidade! No chão vejo uma garrafa de catuaba, do lado uma garota caída com um cigarro na mão esquerda; eu parei pra prestar atenção e vi que estava na mesma situação, só que com uma garrafa de vinho na mão (esquerda também); achei aquilo engraçado; mas não por muito tempo. Pois cheguei a concluir que somos duas almas perdidas ali, ela no chão e eu tendo uma visão... Eu fico cada vez mais longe, o gelo já derreteu a muito tempo da minha boca, não lembro de sair mas sei que estou do lado de fora. A rua vazia e eu pensando como eu posso conseguir coragem pra tudo, menos pra dizer te amo e estaríamos falando de amor, sentimento complexo e bobo, que NÃO quero falar agora.