Por quantas vezes eu ouvi uma música pensando em você? Por quantas vezes perdi o tempo tentando te compreender? Por quantas vezes antes de dormir fiz planos para nosso futuro próximo? Por quantas vezes será que você me desprezou e eu não fui capaz de perceber?
Por quantas vezes tu me disse que gostava, mas no fundo me odiava? Por quantas vezes pretendia fazer-te uma linda declaração? Por quantas vezes imaginei apenas te esquecer e nem isso consegui? Por quantas vezes me passou na cabeça fugir com você pra qualquer canto por aí? Por quantas vezes odiei o mundo por sua causa? Por quantas vezes ao seu lado desejei loucamente ficar? Por quantas vezes explodi de raiva porque você não estava presente? Por quantas vezes isso não pôde acontecer? Por quantas vezes terei que dizer que seu sorriso é um dos mais belos e o teu olhar é o meu preferido? Por quantas vezes fui capaz de te julgar? Por quantas vezes eu tentei fingir que não queria conversar com você? Por quantas vezes quis correr contra o vento ao teu lado? Por quantas vezes o que eu mais queria era um abraço teu? Por quantas vezes deitada em minha cama lembrando de você e quase eu chorei? Por quantas vezes senti sua falta? Por quantas vezes ensaiava minhas falas ao falar com você? Por quantas vezes tu me olhavas e eu simplesmente viajava em seu olhar? Por quantas vezes devo lhe dizer que te amo e tenho certeza que não irei te esquecer? E por quantas vezes mais essas coisas terão de ser verdades?
Eu simplesmente queria poder sentir o amor tão bem como escrevo dele por aqui, por aí...
- Andréia Rodrigues Liquer
- Juiz de Fora, Minas Gerais, Brazil
- As vezes escrevo por medo de dizer e por conta disso, agradeço a existência do(s) blog(s). Escrevo e sempre que posso compartilho aqui. Meus textos não são tão significantes assim ou as vezes ate costumam ser para alguns indivíduos, que aqui visitam. Só escrevo quando realmente acho desnecessário. O que costumo achar necessário, tento colocar em prática (o que quase nunca funciona)... Os textos (ou poesias, como preferir) são (in)dispensáveis pra muitos. Poderia viver sem escrever aqui, mas isso já se tornou uma espécie de rotina (porém uma rotina bem mensal ou as vezes não). Quanta confusão, não? Pois é, aposto que deve estar pensando que é coisa do meu coração. Na verdade é e não é. É mais coisa de blog. Coisa que (na maior parte do tempo) não costuma existir pra mim. Entendeu? É, não precisa mesmo.